Rebeca Andrade conquista primeiro ouro da ginástica artística feminina do Brasil

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Rebeca Andrade comemora com a medalha de ouro (Laurence Griffiths/Getty Images)
Rebeca Andrade comemora com a medalha de ouro (Laurence Griffiths/Getty Images)

Rebeca Andrade faz história novamente! Neste domingo (1º), ela conquistou o ouro na prova do salto, levando sua segunda medalha nas Olimpíadas de Tóquio, levando o Brasil ao topo do pódio na ginástica artística feminina pela primeira vez.

É a segunda medalha de Rebeca nos Jogos de Tóquio. A ginasta já havia conquistado a prata no individual geral. Ela ainda tem possibilidade de subir ao pódio na final do solo, marcada para a segunda (2), às 5h57 (horário de Brasília).

Leia também:

A média dos seus dois saltos foi 15.083, abaixo do que apresentou na classificação, mas o suficiente para garantir a conquista histórica. A americana Mykayla Skinner ficou com a prata (14.916), e a sul-coreana Yeo Seojeong, com o bronze (14.733).

É a décima medalha do Brasil em Tóquio. Ítalo Ferreira se tornou o primeiro campeão olímpico do surfe, Kelvin Hoefler, Rayssa Leal (skate street) e Rebeca Andrade (ginástica artística) conquistaram prata, e Mayra Aguiar, Daniel Cargnin (judô), Fernando Scheffer e Bruno Fratus (natação) e a dupla Laura Pigossi e Luisa Stefani (tênis) levaram bronze. Abner Teixeira e Hebert Conceição (boxe) já têm medalha garantida, mas ainda sem cor definida.

Como Rebeca foi para Tóquio

Rebeca viajou para os Jogos de Tóquio sem a equipe feminina do Brasil, que não conseguiu se classificar após disputar quatro Jogos Olímpicos consecutivos.

Não tem sido um caminho fácil para Rebeca, que em meados de 2019 rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho pela terceira vez em quatro anos. Essas lesões a mantiveram fora de três dos quatro campeonatos mundiais que ela competiria.

A brasileira permaneceu focada em Tóquio, conseguindo um retorno forte no início de 2020 para um evento da Copa do Mundo classificatório para a Olimpíada, mas os Jogos acabaram adiados devido à pandemia do coronavírus.

Apesar de ter que treinar por algum tempo em Portugal devido às restrições do coronavírus no Brasil, Rebeca garantiu sua passagem individual para Tóquio no mês passado com uma vitória no individual geral do Campeonato Pan-Americano de ginástica.

Carreira de Rebeca Andrade

Rebeca Andrade nasceu em Guarulhos e começou na ginástica artística aos 6 anos. Em 2012, com apenas 13 anos e em seu primeiro campeonato como profissional, ela tornou-se campeã do Troféu Brasil de Ginástica Artística, superando ginastas já conhecidas como Jade Barbosa e Daniele Hypólito.

Em abril de 2015 estreou nas competições adultas internacionais na Copa do Mundo de Ginástica, em Ljubljana, na Eslovênia, onde competiu nas finais das paralelas assimétricas ficando em terceiro lugar. Em 13 de maio de 2017, na etapa de Koper, também na Eslovênia, Rebeca conquistou sua primeira medalha de ouro nas competições adultas após conquistar a prova de salto sobre a mesa.

Ela já conquistou 16 medalhas em Copas do Mundo, além de ter sido campeã pan-americana de ginástica em neste ano. Assim como Flavia Saraiva, outra ginasta brasileira em Tóquio, ela treina no Flamengo.

* Com informações da Folhapress

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos