Real Madrid, o carma de Diego Simeone na Champions League

É inegável o bom trabalho feito por Diego Simeone no Atlético de Madrid. Desde sua chegada ao Vicente Calderón, o argentino mudou por completo a história do clube. Não só em relação aos títulos e protagonismo em todos os torneios que disputou, mas também no que diz respeito aos clássicos diante do Real Madrid.

Em outras palavras e para que se fique claro: Simeone alterou as regras do dérbi de Madrid. A partir de sua contratação, os Colchoneros puderam equilibrar a balança diante dos merengues e até dar duas voltas olímpicas diante do arquirrival: Copa del Rey e Supercopa da Espanha. No entanto, o carma do Atleti do Cholo está nas competições europeias.

É que o histórico recente não é nada favorável para a equipe do técnico argentino quando tem que enfrentar o principal oponente. Foram três duelos nas últimas edições de Champions League, incluindo duas finais.

Real Madrid Atletico de Madrid 2014

Provavelmente, o duelo de 2014, em Lisboa, seja o mais recordado dos clássicos contemporâneos. Naquela decisão, o Atlético (inesperado finalista) ganhava por 1 a 0, com gol de Diego Godín, até que apareceu Sergio Ramos no terceiro minuto dos acréscimos e forçou a prorrogação, quando o time de Carlo Ancelotti demonstrou superioridade e aplicou um 4 a 1, com Ángel Di María em estado de graça.

A revanche poderia acontecer na última decisão, no San Siro, em Milão. Contudo, depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, os Blancos obtiveram o título na decisão por pênaltis.

Para piorar a situação, em 2015, os times se enfrentaram nas quartas de final e os madridistas festejaram novamente. Depois do empate sem gols no Vicente Calderón, o mexicano Chicharito Hernández se tornou um heroi no Santiago Bernabéu, ao marcar o gol da vitória na partida de volta, aos 88 minutos de jogo. Os Blancos caíram para a Juventus na semifinal.