Real Madrid 1 x 1 Chelsea - Tudo quase aberto

Mauro Beting
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Mount, o presente do Chelsea, contra Hazard, que ainda não é o presente do Real Madrid FOTO Denis Doyle/Getty Images)(Photo by Denis Doyle/Getty Images

Um a um fora de casa contra o Real Madrid será sempre um senhor resultado para qualquer equipe. Numa semifinal de Champions com gol como visitante como critério de desempate, mais ainda.

Só que o ótimo primeiro tempo do Chelsea (abrindo o placar em belo gol de Pulisic depois de lindo lançamento de Rudiger) deu a sensação bittersweet de que poderia ter sido melhor para o Chelsea. Como segue sendo Benzema dentro da área, como empatou o jogo depois de Marcelo cruzar, o incansável Casemioro cabecear, o ótimo Militão dar de casca para o agora quarto maior artilheiro da Champions (ao lado de Raúl) fuzilar Mendy.

Depois a partida ficaria mais equlibrada. Não tem como dizer que o placar é injusto por não ter havido erro de arbitragem. Mas tem como afirmar que o Chelsea foi melhor na primeira etapa. E se faltou ser mais contundente no contragolpe na segunda etapa, acabou sendo melhor no geral.

Tuchel manteve o 3-4-2-1 de 15 clean sheets desde janeiro, quando chegou para já fazer história no Chelsea. Mas surpreendeu com o capitão Azpilicueta de volta à ala direita (não jogava por ali desde a vitória por 2 a 0 contra o Burnley, em janeiro - mas numa linha de quatro). Christensen entrou bem na zaga - exceto no lance do gol merengue. Timo Werner e Mount (especialmente o craque do time na temporada) foram discretos. Pusilic fez de tudo. E também o que muito bem tem feito sem a bola o Chelsea: marcar os avanços pelos lados dos rivais.

Os alas do Real Madrid tiveram problemas. Carvajal voltou no sábado ao time depois de 66 dias fora; Marcelo foi melhor do que em muitas partidas anteriores, também por ter menos obrigações defensivas com três na retaguarda. Mas não deram o ritmo necessário. O que também faltou a Kross, mais recuado para lançar bolas, com Casemiro tendo que fazer tudo no meio. E mais que os companheiros do tridente histórico.

Vinicius Jr. foi discreto, sem a chispa usual. Aquee efeito desfibrilador de um Madrid muito preso e sem a intensidade necessária. Ainda mais para confronto que era tão equlibrado e ficou igual no empate.

Mas com ligeria vantagem para um time que não tem a camisa que só o Real Madrid tem. Mas só ela pode não se bastar contra um rival que tem atuado melhor. E já começa a partida classificado na volta.