Reação tardia, fio de esperança e resignação: como se desenhou a queda do Avaí

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(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)
(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)


De maneira oficial, o Avaí foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro após o empate por 0 a 0 diante do Cruzeiro na última segunda-feira (18). Apesar do resultado, houve comemoração pelo fato de ter conseguido interromper a ampla sequência negativa de oito rodadas com derrotas.

Entretanto, o roteiro para que a queda do time catarinense fosse construído data de muito antes, podendo se dizer que a equipe dirigida por três nomes diferentes na competição (Geninho, Alberto Valentim e Evando Camilatto) passou todo o tempo vivendo a iminente possibilidade de não seguir na elite para 2020.


MARTÍRIO ATÉ O PRIMEIRO TRIUNFO

Apesar da equipe ter vivido um início de ano animador com o título estadual e com investimentos que respeitam a política da sanidade financeira do clube, conseguir a primeira vitória depois de retornar a Série A foi uma missão muito mais árdua do que poderia pensando no objetivo do clube de manutenção.

Foram 16 rodadas com nove derrotas, sete empates e um sofrimento que só acabou no 17° compromisso batendo o Fluminense no Maracanã por 1 a 0.

AINDA HÁ ESPERANÇA?

Em meio a série de resultados negativos, o técnico Geninho deixou o cargo para, logo na sequência, ser anunciada a chegada de Alberto Valentim onde o clube da Ressacada chegou a alimentar, mesmo que por poucas rodadas, a expectativa de que o prejuízo acumulado poderia ser recuperado.

O trabalho de Valentim rapidamente foi absorvido pelo elenco Azzurra e, como bons frutos disso, triunfos sobre Athletico-PR (no complicado ambiente da Arena da Baixada) e Atlético-MG (a única do time em todo o Brasileirão na Ressacada) apareceram.

FICOU DIFÍCIL DEMAIS

Apesar das expectativas alimentadas, logo depois das duas vitórias vieram três reveses doloridos com direito ao acachapante 6 a 1 na Arena do Grêmio que praticamente decretou no aspecto moral que o destino do Avaí seria a Série B do Campeonato Brasileiro.

Como consequência desse "choque de realidade" dado até mesmo na diretoria catarinense, a movimentação era de garantir Alberto Valentim no cargo pensando na temporada seguinte e na continuação de um trabalho que agradava. Porém, o convite do Botafogo foi aceito pelo comandante e, após o término das rodadas desse Brasileirão, é muito provável que Evando seja substituído.














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