Rayssa Leal quer continuar inspirando meninas e mira título mundial

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Rayssa Leal durante etapa da Street League em 2021 (Foto: Jamie Squire/Getty Images)
Rayssa Leal durante etapa da Street League em 2021 (Foto: Jamie Squire/Getty Images)

O skate entrou no hall das modalidades que melhor representa o país em termos de conquistas e reconhecimento. Muito dessa ascensão se deve as mulheres. Se em outrora, andar sobre as rodinhas era algo tipicamente ‘masculino’, a mudança de cenário mostrou o empoderamento feminino, como protagonista: Letícia Bufoni, Pâmela Rosa, Rayssa Leal e tantas outras traziam leveza, força e contextualizaram o momento das mulheres na modalidade. Quebrando tabus, preconceitos, estigmas, ajudaram a definir uma nova cena no esporte.

A ultima da lista, a caçulinha, que completou recentemente 14 primaveras, Rayssa Leal, a ‘fadinha do Brasil’, detentora de recordes, conquistou o país com o seu jeitinho. Carismática, talentosa, a menina que tinha até então 13 anos elevou o universo feminino no esporte brasileiro, em conquistas relevantes, como: vice-campeã olímpica e mundial, sendo a atleta mais jovem a atingir tal feito.

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Em entrevista especial para o Yahoo Brasil, a menina nascida na cidade de Imperatriz, Maranhão, falou sobre como foi quebrar diversos paradigmas, sua paixão pelo Corinthians, futuro, carreira, entre outras coisas.

Primeiramente, como surgiu essa paixão pelo skate? Tem alguma menina em que você se espelhou?

Eu vi uns amigos do meu pai andando e pedi de presente de aniversário um skate. Aí, logo que ganhei já consegui ficar de pé o que chamou atenção dos meus pais e dos amigos deles. Aí eu comecei a ver no Youtube as manobras, os campeonatos e foi quando eu vi a Letícia. Naquela hora eu pensei que queria fazer a mesma coisa que ela.

Como é quebrar tabus, ser referência, inclusive pelo público masculino? Teve alguma rejeição, resistência? Como é ser um ícone na modalidade?

No início algumas pessoas falaram para os meus pais que skate era um esporte só para meninos, mas eles nunca deram atenção para isso. Eles me acompanhavam para andar na pista em Imperatriz, junto com outros meninos que andam de skate lá, e nunca tive resistência deles não. Dentro do skate, um apoia o outro. Os meninos apoiam as meninas, as meninas apoiam umas as outras… É muito da hora isso. Então é muito bom poder incentivar outras meninas a praticar esportes e andar de skate, assim como eu fui incentivada por outras meninas e meninos do skate.

Já te vimos várias vezes usando a camisa do Corinthians. Como começou a paixão pelo Timão?

Meu pai é corintiano, então eu sou também por influência dele. Eu sempre gostei de assistir futebol e de jogar também. E, o que eu acho mais legal no Corinthians hoje, é ver o time feminino. Já fui no jogo, e foi muito legal.

As medalhas olímpicas e de mundial mudaram seu patamar. como é lidar com esse momento? Há uma espécie de cobrança de sua parte?

Participar dos campeonatos para mim é um momento em que posso encontrar as minhas amigas do Skate e me divertir com elas. Então, quando eu estou me divertindo as coisas fluem e acontecem naturalmente.

Para o futuro: há algum sonho ou meta a ser conquistada?

Ganhar um mundial de Skate, com certeza, é algo que eu quero muito. E também quero continuar me divertindo andando de Skate e inspirando outras crianças, principalmente as meninas.

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