Aos 13 anos, Rayssa Leal conquista prata no skate e faz história nas Olimpíadas

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Rayssa Leal comemora após acertar manobra nas Olimpíadas de Tóquio (Patrick Smith/Getty Images)
Rayssa Leal comemora após acertar manobra nas Olimpíadas de Tóquio (Patrick Smith/Getty Images)

Fadinha de prata! Aos 13 anos, Rayssa Leal fez história ao conquistar a medalha de prata na estreia do skate street feminino nas Olimpíadas de Tóquio, se tornando a medalhista mais jovem do Brasil na história. 

A medalha de ouro foi para a japonesa Momiji Nishiya e a também japonesa Funa Nakayama fechou o pódio, ficando com o bronze. A competição aconteceu na madrugada desta segunda (26), no Ariake Sports Urban Park, em Tóquio.

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Com o pódio, Rayssa se torna a medalhista mais jovem da história do esporte olímpico brasileiro. Antes da Fadinha, a marca pertencia a Rosângela Santos, bronze em 2008 no 4x100m no atletismo, aos 17 anos, 8 meses e 2 dias.

É a terceira medalha do Brasil em Tóquio. A primeira foi a prata de Kelvin Hoefler, também no skate street, e a segunda veio com Daniel Cargnin, com um bronze no judô. 

Rayssa era a única representante brasileira na final, já que as companheiras - e ídolos - Leticia Bufoni e Pamela Rosa foram eliminadas na fase de classificação. A Fadinha terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com 14.91, atrás apenas das japonesas Funa Nakayama e Momiji Nishiya. 

O apoio da família e a mãe em Tóquio

Em Tóquio, mesmo com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, Rayssa teve a presença de sua mãe autorizada dentro da Vila Olímpica. Lilian Mendes Rodrigues Leal frequenta o local durante o dia, mas dorme num hotel próximo da residência oficial. No quarto com a atleta fica a chefe de equipe do skate, Tatiana Lobo.

"Estamos muito felizes por essa conquista da Rayssa. Tanto eu, quanto o pai dela e os irmãos, estamos ansiosos. Poder estar ao lado dela, mais próxima neste momento, é gratificante. Com certeza o dia da prova vai ser muito emocionante", diz Lilian à reportagem.

Rayssa brinca que a mãe também atua como sua treinadora, de tanto que já a acompanhou nas competições. "Ela sabe mais do que eu o que estou errando, as manobras que preciso aprender, as notas. Fico admirada, porque ela não anda de skate e aprendeu muito rápido."

Lilian confirma que já adquiriu certa bagagem. "Desde o início eu acompanho a Rayssa, não apenas nas competições, mas também nos treinos. Por causa disso, eu acabei aprendendo bastante sobre o skate e passei a me interessar sobre os detalhes técnicos para, de alguma forma, poder ajudá-la."

A aluna Fadinha

Moradora de Imperatriz (MA), Rayssa alterna a agenda de eventos esportivos e comerciais com atividades rotineiras para uma menina da sua idade.

Na escola (com aulas virtuais na pandemia), a disciplina preferida é geografia. Faz todo o sentido para quem já rodou o mundo por causa do skate e se diverte ao compartilhar o que viu durante essas viagens. "Nos livros aparece o Vaticano, o Coliseu, e eu falo: 'ó tia, já fui lá'."

No início, a pandemia atrapalhou os seus treinos, mas uma pista construída na casa da avó a ajudou a se manter ativa.

Rayssa sofreu a primeira lesão mais séria de sua vida neste ano. Machucou o pé e precisou ficar algumas semanas de molho. Sobre a experiência, ela fala como se estivesse num jogo de videogame, um dos seus passatempos preferidos. "Foi meio triste, queria ficar andando e treinando com as minhas amigas, mas foi uma coisa nova, um novo nível desbloqueado."

* Com informações da Folhapress

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