Rashford, Sancho e Saka, da Inglaterra, sofrem ataques racistas após vice da Euro

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Jadon Sancho e Marcus Rashford entraram no fim da prorrogação na final da Euro. Foto: Laurence Griffiths/Getty Images
Jadon Sancho e Marcus Rashford entraram no fim da prorrogação na final da Euro. Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka. Os três jogadores da Inglaterra que perderam seus pênaltis na final da Eurocopa, neste domingo (11) sofreram ataques racistas logo após a partida. 

Nas redes sociais, após a partida, Saka foi chamado de macaco e recebeu xingamentos racistas e também xenofóbicos (que mandavam ele voltar para a Nigéria, nação de seus pais). 

Leia também:

Ofensas semelhantes foram direcionadas a Sancho e Rashford, ambos atletas negros. Os dois entraram nos últimos instantes da prorrogação, atuaram pouco e também erraram suas cobranças. 

Para Saka, 19, promovido ao time principal do Arsenal há dois anos, foi sua primeira disputa de penalidades na carreira. Ficou sob sua responsabilidade a quinta e decisiva cobrança, que selou a vitória da Itália depois da defesa do goleiro Donnarumma. 

A partida em Wembley, que começou com todos os jogadores ajoelhados contra o preconceito, terminou com uma enxurrada de ofensas racistas após o apito final. 

A Polícia de Londres disse que os abusos são "totalmente inaceitáveis", que "não vai tolerar" esse tipo de comportamento e que os casos serão investigados. 

Técnico da Inglaterra, Gareth Southgate afirmou após o jogo que os abusos são imperdoáveis. "Não é isso que nós defendemos", disse o treinador. 

"É minha decisão sobre quem bate os pênaltis", completou, dizendo estar orgulhoso dos jogadores. 

A final da Eurocopa foi a primeira de um torneio importante que a Inglaterra disputou desde a decisão da Copa do Mundo de 1966, também em Wembley, quando foram campeões. 

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou que os jogadores devem "ser louvados como heróis, não abusados racialmente nas redes sociais". 

A Football Association (FA), a entidade máxima do futebol inglês, afirmou que "qualquer um por trás deste comportamento nojento não é bem-vindo" e que irá dar suporte aos atletas, pedindo a "punição mais dura possível" para os responsáveis. 

O príncipe William que estava no estádio para a partida, afirmou que "é totalmente inaceitável que os jogadores tenham que suportar esse abominável comportamento". Ele é também presidente da FA.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos