Raphael Assunção recusa mudar postura por chance pelo título do UFC

AgFight

Raphael Assunção é o atual número 3 do ranking entre os galos – Leandro Bernardes

Vindo de derrota para Marlon Moraes em fevereiro deste ano, Raphael Assunção encara Cory Sandhagen no próximo sábado (17), pelo UFC 241, em Anaheim (EUA). Apesar do revés em seu último combate, o peso-galo (61 kg) afirmou, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, que segue focado em busca de uma chance pelo cinturão da categoria.

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O brasileiro, que compete pelo Ultimate desde 2011, sempre esteve entre os principais atletas da categoria. Contudo, até hoje não conseguiu a tão sonhada disputa pelo título dos galos. Ciente da exigência cada vez maior do esporte por lutadores que saibam lidar com a promoção de suas lutas e carreiras, Raphael explicou os motivos de não ter mudado sua postura serena desde o início de sua trajetória.

“O cinturão sempre foi a minha meta, mas algumas complicações na categoria e algumas lesões me impediram de chegar perto do meu objetivo. Já pensei em ter uma postura mais agressiva e polêmica, mas eu não consigo me ver desse jeito. Eu não fiz aulas de teatro ou de oratória para me expressar assim. Sou a mesma pessoa desde o início, mantenho a minha postura. Não vou conseguir aderir ao trash talking, não combina com a minha personalidade. O que eu posso fazer é tentar acrescentar uma efetividade maior no meu estilo de luta”, declarou.

Ainda que não tenha mudado sua postura fora do octógono, Raphael afirmou que uma boa apresentação diante de Cory Sandhagen pode colocá-lo novamente perto do seu objetivo. Mesmo que tenha perdido sua última luta para o compatriota Marlon Moraes, o pernambucano parece focado apenas em conquistar o título da divisão dos galos.

“Apesar de ter perdido meu último combate, o foco continua no título. A derrota só me motivou mais. Sempre parece ter algo me impedindo de chegar perto do meu objetivo, mas o foco continua no cinturão. Vou fazer o necessário para vencer o Sandhagen, que é um grande oponente, para me aproximar novamente do title shot. Mesmo que eu não tenha modificado a minha forma de agir e me expressar, eu acredito que uma boa apresentação possa me credenciar para uma disputa em breve”, contou.

Caso o planejamento se cumpra, mais uma barreira se apresentará ao brasileiro. O campeão da categoria, Henry Cejudo, está fora de combate até o ano que vem após passar por uma cirurgia no ombro. Além disso, o americano também é o detentor do cinturão peso-mosca (57 kg) e talvez precise conciliar as defesas dos dois títulos. Sobre a possibilidade da sua divisão ficar estagnada, Raphael contou que espera um posicionamento forte da organização para que os atletas não sejam prejudicados.

“Espero que a categoria não fique parada. Apesar do Cejudo ser um grande atleta, espero que o UFC não deixe isso acontecer. Travar toda a projeção dos galos só por causa dele. Não podemos ficar parados. Se ele não dá conta, alguma outra solução vai precisar existir”, concluiu.

Raphael Assunção, de 37 anos, possui em seu cartel profissional 27 vitórias e apenas seis derrotas. Integrante do plantel de lutadores do Ultimate desde 2011, o pernambucano ocupa atualmente a terceira posição no ranking da sua categoria. O jovem americano Cory Sandhagen, de 27 anos, acumula 11 triunfos em 12 confrontos no MMA. Sua única derrota veio pelas mãos de Jamall Emmers em fevereiro de 2017, pelo evento LFA.

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