Raí desmente seu próprio discurso, quando assumiu o futebol do São Paulo

Alexandre Praetzel
Raí, em entrevista no CCT do São Paulo. Foto: Gazeta Press
Raí, em entrevista no CCT do São Paulo. Foto: Gazeta Press

Raí assumiu o departamento de futebol do São Paulo, em dezembro de 2017. Chegou com carta-branca e um discurso positivo, mas sem prometer grandes conquistas. Pessoas mais próximas a ele e ex-companheiros de time, diziam que Raí seria um bom executivo, com conhecimento e lastro para resistir às mudanças de humor do presidente Leco, pouco paciente com técnicos.

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Mas Raí foi mais do mesmo, na demissão de Diego Aguirre. Chamou a decisão para ele e fez algo que eu, pelo menos, não imaginaria. Dispensou o segundo treinador na sua gestão e repetiu o que o seu mandatário costuma fazer. Com zero de ideias, apenas se mostrou um profissional pressionado e nervoso com o momento do São Paulo. Foi muito incoerente com sua própria posição de não projetar resultados, logo que assumiu. Um dos maiores jogadores da história do tricolor, não consegue ser sombra do que foi, fora de campo.

Ricardo Rocha, seu auxiliar e amigo, não teve participação na queda do uruguaio. Eu, se fosse ele, pedia o boné. Ficou como alguém decorativo, sem força para atuar.

Nesta segunda-feira, Raí convocou uma entrevista coletiva, se revelou tenso e atropelou alguns repórteres, na hora das perguntas. Estava claramente incomodado com a situação e negou qualquer problema de relacionamento, para justificar a dispensa de Aguirre. Agora, André Jardine assume para os últimos cinco jogos do Brasileiro. Vamos ver como será o comportamento dos atletas, na partida diante do Grêmio, nesta quinta-feira. Eu aposto em muita vontade e correria, mas sem nenhuma garantia de vitória e classificação direta para a Libertadores da América.

Disse em abril, após a disputa do Paulista, que não vejo o São Paulo campeão de um título importante, até o final da década. E as decisões da diretoria atual, fortalecem minha opinião. Imaginem só, em dez anos de competições, apenas um troféu da Copa Sul-Americana?

E pensar que o São Paulo foi um clube-modelo nos anos 2000.

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