Rafael Moura pode contribuir, mas Botafogo precisa ir além no sistema tático

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Rafael Moura está próximo de ser anunciado no Botafogo. O Glorioso espera fechar os últimos detalhes ainda nesta sexta-feira (28) para receber o centroavante de 38 anos com contrato até dezembro e possibilidade de renovação por mais um ano. O popular He-Man defendeu as cores do Goiás nas últimas duas temporadas.

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Experiente, Rafael chega ao Alvinegro com a missão de golear. Se o jogador seguir a tendência das campanhas no Esmeraldino, os torcedores podem esperar um definidor nato, mas não um 'carregador de piano'. Isso, porque, ele consegue bons números e ainda faz muita diferença nos metros finais, porém desponta como um clássico centroavante de área, ou seja, se a bola não chegar, os tentos dificilmente serão convertidos.

Em 2019, por exemplo, Moura e Michael, revelação do Brasileirão naquele ano, protagonizaram uma dupla de muita qualidade e sintonia. Artilheiro, He-Man conduziu seu clube ao 10º lugar da tabela e consequente participação na Copa Sul-Americana. Contudo, as grandes conquistas só foram possibilitadas pelo fato do centroavante receber boas bolas de Michael, atualmente no Flamengo.

A ausência de alguém para dividir as responsabilidades e/ou dar bons passes foi sintomática em 2020. Depois de perder suas principais peças, o Goiás iniciou o ano sendo eliminado do torneio continental e encerrou sendo rebaixado. O estilo de jogo mudou drasticamente. A promissora equipe se transformou em "retranqueira" e de pouca criação. Sendo que, nesse sistema tático, Moura não consegue prosperar.

Rafael Moura estava no Goiás. | Alexandre Schneider/Getty Images
Rafael Moura estava no Goiás. | Alexandre Schneider/Getty Images

A contratação de Fernandão, já na reta final, deu certa sobrevida ao clube do centro-oeste. O time começou a fluir, as jogadas áreas funcionavam e os cruzamentos davam certo. Mas, naquela altura do campeonato, já estava tarde. A queda era iminente. Embora não tenha repetido a artilharia, Rafael não saiu como persona non grata. Muito pelo contrário, o carismático jogador sempre deixou boa impressão.

Além dos aspectos técnicos, a idade do atleta pode ser avalia em duas instâncias: a) experiência passada aos mais jovens; e b) improvável presença nas 38 rodadas da Série B. É preciso saber dosar suas participações. O centroavante é, sim, um bom nome e pode contribuir para o retorno glorioso do Botafogo à elite do futebol nacional. No entanto, ele não irá conseguir prosperar nessa missão sozinho. Sem um bom esquema e jogadores de criação eficiente, Rafael Moura dificilmente irá vingar.

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