"Quero ver o Olodum": saiba como nasceu a ligação do grupo com a seleção brasileira

***ARQUIVO***SALVADOR, BA, 13.02.2019 - Retrato do grupo Olodum no Pelourinho, em Salvador, capital baiana. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)
***ARQUIVO***SALVADOR, BA, 13.02.2019 - Retrato do grupo Olodum no Pelourinho, em Salvador, capital baiana. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presença do Olodum em jogos da seleção brasileira na Copa é certeza. Incorporado em 2002 nas transmissões do torneio, em resposta a um pedido de Galvão Bueno, que queria atrações regionais durante o intervalo dos jogos do Brasil, o grupo virou parte da mística do futebol brasileiro.

Conheça a história do Olodum e sua ligação com a seleção.

História O Olodum foi fundado no dia 25 de abril de 1979, como um bloco carnavalesco, no Pelourinho, em Salvador, um dos lugares mais representativos da cultura afro-brasileira no país.

O bloco cresceu rapidamente em meio à efervescência da cultura negra na região que habitava, recheada de outros blocos, que fortaleceram sua música.

Lançou LPs nos anos 80 que espalharam sua banda pelo Brasil e pelo mundo --o grupo chegou a fazer turnês pela Europa, América do Sul e até no Japão.

Nos anos 90, gravou com artistas como Caetano Veloso, Pet Shop Boys, Jimmy Cliff e Michael Jackson.

O clipe de "They Don't Care About Us", da parceria entre o rei do pop e o grupo baiano, foi gravado em Salvador, no Pelourinho, e no Morro Dona Marta, no Rio, pelo diretor americano Spike Lee.

Seleção brasileira A ligação com a seleção começou em 2002, na Copa do Japão e da Coreia. Galvão Bueno queria atrações regionais durante os intervalos de partidas do Brasil. Uma jornalista da TV Bahia, Wanda Chase, indicou o grupo, que assistia aos jogos reunido no Pelourinho.

Wanda, militante do movimento negro, já havia participado do grupo, e mediou as conversas. Assim, estreou no primeiro jogo do Brasil naquela Copa, contra a Turquia. Mas não foi exatamente o Olodum que fez a primeira aparição: quem estava ali, de sobreaviso, era a Didá, um grupo feminino de samba-reggae.

Foram elas que começaram o batuque. Posteriormente, músicos do Olodum se juntaram e fecharam a participação na transmissão nacional.

A transmissão fez com que o público começasse a se reunir em volta do bloco para assistir aos jogos.

Em entrevista à reportagem, João Jorge, presidente do grupo, diz que o Olodum não recebe por suas aparições, e a relação com Galvão é de amizade --a banda tocou até em seu aniversário.