Quenianos Kandie e Kosgei vencem provas masculina e feminina da São Silvestre

AFP

Os quenianos Kibiwott Kandie e Brigid Kosgei venceram nesta terça-feira, as provas masculina e feminina da 95ª edição do São Silvestre em São Paulo, a maior maratona urbana da América Latina.

Com um 'sprint' espetacular, Kandie diminuiu a distância em relação ao ugandense Jacob Kiplimo nos últimos metros e, quase na linha de chegada, o queniano de 23 anos avançou rapidamente para bater o recorde de 42m59s, sendo o primeiro a completar os 15 km da São Silvestre em menos de 43 minutos.

Kiplimo, de apenas 19 anos, ficou em segundo, um segundo atrás de Kandie.

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Sob uma temperatura de 24ºC e alta umidade, Kandie correu lado a lado com Kiplimo em grande parte da corrida que começou às 08H05 (pelo horário de Brasília), até ficar para trás nos últimos 1.000 metros.

"Nunca desisti, apenas continuei correndo e meu objetivo era vencer", disse Kandi a repórteres depois de vencer uma competição que percorre os principais pontos de São Paulo.

Para reiterar o domínio africano na corrida, em terceiro lugar ficou o queniano Titus Ekiru, com 43m54s, em quarto seu compatriota Geofry Kipchumba, com 45m10s, e em quinto o tanzaniano Joseph Panga, com 45m33s.

Como ocorreu nos últimos nove anos, o Brasil não marcou presença no pódio masculino. O melhor colocado, na décima primeira posição, foi Daniel Ferreira do Nascimento, de 21 anos, com um tempo de 46min32s. O último atleta brasileiro a vencer a prova foi Marilson Gomes, em 2010.

- Vitória tranquila de Kosgei -

No feminino, a queniana Brigid Kosgei venceu com folga com grande vantagem sobre as outras atletas. Marcando um tempo de 48m54s, ela se tornou uma das três mulheres a completar a corrida em menos de 50 minutos.

Mas, Kosgei não conseguiu quebrar o recorde de 48m35s de sua compatriota Jemina Sumgong obtido na São Silvestre de 2016.

"Eu estava preocupada com a umidade, mas tentei o meu melhor", disse Kosgei a jornalistas logo após cruzar a linha de chegada, cumprimentando o público paulistano.

Em segundo lugar ficou a queniana Sheila Chelangat, com um tempo de 50m10s, e em terceiro a etíope Tisadik Alem Nigus, com 50m12s.

Kosgei, de 25 anos, fecha um excelente 2019 com esta vitória. Em 13 de outubro, a queniana quebrou o recorde mundial da maratona feminina em Chicago ao quebrar o recorde com o tempo de 2h14:04, desbancando a britânica Paula Radcliffe, cuja marca datava de 2003.

Dois dias depois, ela foi indicada ao prêmio de melhor atleta do ano pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), em uma lista de 11 candidatos dominada pelos recentes vencedores do Mundial de Doha. O Brasil também não teve sorte na categoria feminina da São Silvestre. O melhor desempenho foi de Graziele Zarri, de 21 anos, que chegou em nono, com um tempo de 54m56s. Lucélia Pérez foi a última atleta brasileira a vencer a corrida, em 2006.

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