Quenianos e etíope vencem maratonas de Boston e Chicago

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com um calendário impactado pela pandemia de coronavírus, os EUA tiveram duas competições importantes no calendário de maratonas em dois dias seguidos. Nesta segunda-feira (11), atletas percorreram os 42,195 km da prova em Boston, enquanto, no domingo (10), foi a vez de Chicago receber corredores.

Na Maratona de Boston, teve dobradinha queniana, com Benson Kipruto vencendo entre os homens, com tempo de 2h09min51seg, e Diana Kipyogei levando a prova feminina em 2h24min45seg. Ambos são estreantes em Majors, circuito mundial com as seis principais competições da modalidade, com tempo de 2h09min51seg.

O Quênia dominou ainda o pódio entre as mulheres, com as conterrâneas Edna Kiplagat (2h25min09seg), vencedora em 2017, e Mary Ngugui conquistando o segundo e terceiro lugares. Já a prova masculina teve o etíope Lemi Berhanu na segunda colocação, com tempo de 2h10min37seg, seguido pelo conterrâneo Jemal Yimer, que chegou um segundo depois.

A alta umidade foi uma das marcas da competição nesta segunda. Os atletas largaram com clima ameno de 16ºC, nublado e vento de 16h km/h, mas uma umidade de 91% que dominou durante todo o percurso, o que deixou a prova muito mais lenta.

O americano CJ Albertson, que completa 28 anos nesta segunda, chegou a dominar a prova durante mais da metade do percurso e alcançou uma vantagem de 2min13seg dos demais atletas que formavam um grande pelotão de cerca de dez corredores na sequência na altura da meia maratona.

Essa diferença, no entanto, foi caindo, e no quilômetro 25 o ultramaratonista já estava apenas 1min41seg na frente. Já no quilômetro 32, os demais atletas o alcançaram, com Kipruto despontando na frente logo depois. Já na reta final, a dois quilômetros do fim da prova, apenas três atletas perseguiam o queniano.

A prova feminina também teve um pelotão grande, de cerca de dez corredoras, ao longo da maior parte dos 42,195 km. Foi próximo do quilômetro 30 que Kipyogei conseguiu apertar o passo e descolar do pelotão, que na sequência reduziu para pouco mais de cinco atletas.

Nos cinco quilômetros seguintes, a queniana chegou a ter ameaçada a liderança com a aproximação da etíope Netsanet Gudeta, mas Kipyogei manteve o ritmo forte e garantiu o lugar mais alto no pódio.

Em sua 125ª edição, a Maratona de Boston é considerada a mais tradicional por ser a mais antiga a ser realizada anualmente —a exceção foi no ano passado, quando foi cancelada devido à Covid-19. Neste ano, a data oficial, o Dia do Patriota, em abril, foi modificada para outubro, com a vacinação mais avançada nos EUA permitindo sua realização. No total, 12 mil atletas participaram presencialmente e 28 mil de modo virtual, abrangendo 104 países e todos os estados americanos.

Apesar de não ser uma prova rápida, a competição atrai por sua tradição e prestígio, devido a uma rigorosa qualificação. Para participar, é preciso ter registrado em outra maratona um tempo abaixo de 3 horas para os homens e 3h30min para as mulheres. Em 2013, a história da prova foi ainda marcada por um atentado terrorista que deixou 3 mortos e 264 feridos.

MARATONA DE CHICAGO

No domingo, parte dos atletas de elite já havia se reunido para a Maratona de Chicago. O etíope Seifu Tura conquistou seu primeiro título em uma maratona Majors, com 2h06min12seg.

O americano Galen Rupp surpreendeu ao conquistar o segundo lugar, à frente de quenianos e etíopes que lideraram boa parte da prova, ao cruzar a linha de chegada em 2h06min35seg, com o queniano Eric Kiptanui vindo logo na sequência para o terceiro lugar, em 2h06min51seg.

Entre as mulheres, surpreendentemente o pódio teve mais composição americana do que africana, uma diferença notável da última edição. A queniana Ruth Chpengetich disparou para o primeiro lugar, com tempo de 2h22min31seg, enquanto Emma Bates ficou na segunda posição, com 2h24min20seg, e Sarah Hall na terceira, com 2h27min19seg.

Em uma prova mais quente que o normal, com 23ºC, vento de 21 km/h, umidade 70% e céu nublado na largada, Tura despontou do pelotão líder por volta do quilômetro 25, mas a prova chegou a ser dominada na primeira metade pelo também etíope Shifera Tamru.

O atleta havia se descolado dos demais a partir do quilômetro 10, mas o grupo diminuiu a diferença no quilômetro 20 e se juntou novamente ao então líder na altura da meia maratona. No fim, Tamru chegou em quinto lugar, com tempo de 2h09min39seg, atrás do japonês Kengo Suzuki, que fez sua primeira maratona fora do japão com tempo de 2h08min50seg.

Já entre as mulheres, Chepngetich não deixou chance para as adversárias e correu para a liderança da prova já a partir do quilômetro 10 e se manteve à frente durante todo o percurso. A queniana chegou a segurar um ritmo para uma possível quebra de recorde, o que poderia repetir o feito de sua conterrânea Brigid Kosgei em Chicago, em 2019, mas o desempenho caiu na segunda metade.

No retorno da Maratona de Chicago desde que pandemia de coronavírus começou, 26 mil atletas participaram da corrida americana, uma queda dos 45 mil que disputaram a prova em 2019.

A competição é onde os corredores normalmente vão para obter seus RPs (recordes pessoais), mas a meteorologia não colaborou neste ano. Chepngetich, por exemplo, detém a quarta melhor marca de todos os tempos desde que conquistou o tempo de 2h17seg08min em Dubai, em 2019, 4 minutos a menos do que o registrado no domingo.

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