Quem foi Marinho, ídolo de Atlético Mineiro, Bangu e Botafogo?

Goal.com

Com o Maracanã prestes a completar 70 anos, um dos grandes jogadores de sua história deu seu último adeus: o ex-ponta Marinho, ídolo por clubes como Atlético-MG, Botafogo e Bangu, morreu aos 63 anos, nesta segunda-feira (15), em Belo Horizonte. Agora, está imortalizado de vez na memória dos torcedores de clubes onde marcou época.

Revelado pelo Galo, o atacante era dotado de um inegável talento e fazia muita fumaça: seja dentro de campo, com seus dribles e cruzamentos certeiros, ou fora dele, com o que o mesmo definiu, anos depois, como "só farra e farra."

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Marinho surgiu com tudo, junto de uma geração do Atlético-MG que contava com craques como Reinaldo e Paulo Isidoro, e chegou até a ser titular da seleção brasileira que jogou as Olímpiadas de 1976, conquistando o quarto lugar em Montreal.

Negociado com o América-SP, se destacou pela equipe de São José do Rio Preto e foi contratado pelo Bangu, na época administrado pelo histórico Castor de Andrade, bicheiro famoso, patrono do clube e da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel.

O contraventor, que investia muito dinheiro para tentar ver sua equipe do coração ser campeã do Brasileirão, teve em Marinho sua principal esperança. O ponta foi o grande destaque da campanha que levou o clube carioca para um vice-campeonato em 1985, tendo perdido o título nos pênaltis para o Coritiba. No final daquela temporada, inclusive, o jogador foi escolhido pela revista Placar como o Bola de Ouro daquela edição do Campeonato Brasileiro.

Após ser a estrela do Bangu no Brasileirão daquele ano, recebeu várias oportunidades na seleção brasileira e foi pré-selecionado por Telê Santana para a Copa do Mundo de 1986, mas não foi convocado. Após deixar o clube carioca, dois anos depois, com a carreira já envolta em polêmicas, foi contratado pelo Botafogo.

Até chegou a ter bons momentos na Estrela Solitária, mas acabou deixando a equipe para retornar ao Bangu. A partir daí, rodou por clubes menores do Rio de Janeiro e teve algumas outras passagens em Moça Bonita, sem conseguir alcançar o mesmo futebol. Encerrou a carreira em 1996, com problemas pessoais.

Nos últimos anos, tinha conseguido se recuperar das situações difíceis que havia passado, com ajuda de sua família e do próprio Bangu, já que era, desde 2013, assistente técnico do clube. Assim, deixa um legado histórico para uma das equipes mais tradicionais do futebol carioca, bem como uma memória bonita de seus grandes lances nas décadas de 70 e 80.

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