Quem é que sobe? Bola aérea segue causando dor de cabeça para o setor defensivo do Vasco

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Por mais que o Vasco indique um crescimento no seu desempenho, alguns fantasmas continuam a rondar a Colina. Em sua partida de despedida na Taça Guanabara, o Cruz-Maltino voltou a sofrer um gol oriundo de lance de bola aérea. Passada a frustração por estar fora das semifinais do Campeonato Carioca, o momento é do técnico Marcelo Cabo aprimorar o setor defensivo, uma vez que as bolas alçadas (em especial em cobranças de falta ou escanteio) são utilizadas de forma traiçoeira na disputa da Série B.

A disputa da Taça Rio, que neste ano servirá como preparação, servirá como um primeiro estágio para os vascaínos. Afinal, ainda estão na memória os pontos escorridos pelos dedos devido aos gols sofridos após cobranças de escanteio na derrota para a Portuguesa e nos empates com Madureira, Fluminense e Boavista. Curiosamente, nem mesmo as vitórias sobre Bangu e Macaé e, no último sábado, o Resende afastaram esta insegurança que chega por via aérea.


O zagueiro Ricardo Graça reconhece que os cruz-maltinos têm o desafio de saltarem na frente do ataque adversário. E é taxativo sobre a necessidade de dar uma resposta.

- A coisa na qual a gente mais bate na tecla é a bola parada. Sabemos que estamos tendo muita dificuldade neste início de ano. Só vai mudar se estivermos trabalhando. O Marcelo (Cabo) e a comissão técnica sabem o que fazer, vão estudar e passar para a gente - disse.

O defensor também assegurou aos cruz-maltinos.

- A gente se cobra muito. O caminho para melhorar é seguirmos treinando até pararmos de tomar gol de bola parada. Isso faz parte do crescimento - declarou.

A responsabilidade fica ainda maior devido ao retrospecto. Além de Ricardo Graça, Miranda, Ulisses, Leandro Castan e Ernando padeceram com bolas alçadas pelos adversários.

Passado o processo de formação, o Vasco agora tem o desafio de aparar as arestas e chegar com mais segurança na disputa da Série B e na sequência da Copa do Brasil.