Queda do Palmeiras frente ao Defensa prova que nenhum rival sul-americano deve ser subestimado

Lucas Humberto
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Há semanas uma quarta-feira (14) não era tão disputada no futebol nacional. Teve São Paulo e Guarani balançando as redes cinco vezes, Grêmio sendo eliminado precocemente da Libertadores e, claro, Palmeiras dando adeus ao seu segundo título na temporada e sendo derrotado novamente nos temidos pênaltis, agora pela Recopa Sul-Americana.

Todos os ingredientes de um clássico estiveram no duelo histórico entre os clubes: expulsões confusas, arbitragem de qualidade questionável, gols importados, chances claras e mais. Brian Romero e Matias Viña foram expulsos, um para cada lado, mas o Alviverde não satisfeito ainda recebeu mais três cartões vermelhos direcionados aos membros da comissão técnica.

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O clima bem longe de poder ser classificado como amistoso foi coroado pela decisão nos pênaltis, que terminou favorável ao Defensa y Justicia (4 a 3). Não fosse a proximidade da outra derrota também nas penalidades seria um revés doloroso, mas relativamente comum, dado histórico dos clubes argentinos frente aos brasileiros.

A queda tão sentida pelos torcedores evidencia um ego ferido pelo favoritismo que talvez nunca tenha existido. Mas, pode ter trazido de volta um elemento muito importante para sequência da temporada: humildade.

O revés serviu para tornar o trabalho de Abel Ferreira mais humano e suscetível às falhas, depois de uma boa reta final da última campanha. E, para além disso, mostra que nenhum rival na América do Sul deve ser subestimado. Nós enquanto imprensa e torcedores estamos acostumados a exaltar a belíssima técnica do futebol europeu, mas poucos times no mundo colocam tanta garra e vontade de vencer como nossos vizinhos continentais.

Defensa y Justicia comemora título. | UESLEI MARCELINO/Getty Images
Defensa y Justicia comemora título. | UESLEI MARCELINO/Getty Images

A derrota é histórica e será lembrada pelos arquirrivais pelas próximas gerações, mas ainda resta toda uma temporada pela frente e muitos clubes sul-americanos para enfrentar. A lição parece ter sido aprendida e foi entregue de duas formas diferentes: não subestimem seus adversários e treinem pênaltis.