Quatro jogos como titular e média inferior a 30 minutos: a temporada de Ganso no Fluminense

Luiza Sá
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Os quatro jogos como titular e apenas 816 minutos em campo dão o tom do que tem sido o 2020 de Paulo Henrique Ganso até o momento. Badalado e cheio de expectativa quando foi contratado em 2019, o meia assinou cinco anos de contrato, mas se encaminha para o fim de sua segunda temporada com decepções e abaixo daquilo que se projetava. Na derrota para o Grêmio por 1 a 0, o jogador acabou perdendo a vaga no time inicial, entrou após o intervalo e errou praticamente tudo que tentou.

São 28 jogos para Ganso até o momento, com um gol marcado e duas assistências. Nas oportunidades em que foi reserva, mas entrou durante o jogo, o meia ficou 20 vezes por 30 minutos ou menos em campo e apenas quatro vezes além deste tempo. Quando acabou escolhido para ser titular, permaneceu os 90 minutos em três partidas, sendo sacado só uma vez. A média do camisa 10 jogando é de 29,14 minutos por partida.

Odair evita fazer avaliações individuais dos jogadores, especialmente quando a atuação não é boa. Em entrevista coletiva neste domingo, por exemplo, o treinador preferiu apenas assumir a responsabilidade pelo jogo ruim do grupo e afirmou que os atletas fazem o que ele pede.

De acordo com o "SofaScore", nos 14 jogos do Campeonato Brasileiro, onde Ganso mais jogou, são 0,4 finalização por jogo, média de 90% de eficiência por partida, sendo 8.2 passes no próprio campo e 16.6 no campo adversário. A precisão em cruzamentos é de 41% e nos lançamentos de 50%. Foram 89% dos dribles bem sucedidos e 55% das disputas de bola vencidas.

E QUANDO FOI TITULAR?

Foram poucas oportunidades recebidas ao longo deste ano com Odair Hellmann, mas Paulo Henrique Ganso aproveitou pouco as chances, sempre recebidas em momentos de ausência de Nenê. Contra o Fortaleza, atuando mais avançado, Ganso foi muito mal no primeiro tempo e no início do segundo, mas depois melhorou. Cometeu erros bobos, como aconteceu também na última rodada, contra o Grêmio, com lances displicentes.

No que havia sido a última derrota do Fluminense antes da sequência de oito partidas sem perder, Ganso também teve a missão de entrar no lugar do camisa 77, na época poupado. Naquele jogo, cresceu de produção depois do intervalo e até organizou melhor o time, aparecendo para as jogadas e tentando chutar, mas foi aquém do esperado. A melhor atuação do jogador como titular foi contra o Athletico-PR, na vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada. Ali, ele apareceu, foi bem na distribuição de passes e na construção, cumprindo seu papel, especialmente nas bolas paradas.

A primeira partida como titular do meia foi justamente no retorno do futebol após a paralisação da pandemia. Lá, Nenê estava fora após testar positivo para Covid-19. Ganso, porém, quase não participou do jogo. O time sofreu com a expulsão de Egídio ainda no início, mas o meia ficou sumido e acabou substituído aos 15 minutos do segundo tempo.

Já com o retorno de Nenê, o Fluminense volta a entrar em campo no próximo sábado, contra o Palmeiras, às 21h30, no Allianz Parque. A ver se Paulo Henrique Ganso terá mais oportunidades.