Qual a situação do Chile, sétimo país com mais infectados por coronavírus no mundo

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No Chile, antes de entrar em qualquer estabelecimento, funcionários medem temperatura dos clientes (Foto: Martin Bernetti/AFP via Getty Images)
No Chile, antes de entrar em qualquer estabelecimento, funcionários medem temperatura dos clientes (Foto: Martin Bernetti/AFP via Getty Images)

Nesta quarta-feira, o Chile chegou à marca de 254.416 casos de coronavírus. O governo chileno usa o índice de “casos ativos”, que são cerca de 34,5 mil no momento. O número de mortos pela Covid-19 chegou a 4.731.

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Apesar da marca expressiva, o país teve o terceiro dia seguido de queda, com 3,6 mil casos nas últimas 24 horas. Segundo Enrique Paris, ministro da Saúde do Chile, não se pode cantar vitória com a diminuição, porque “seguimos tendo problemas muito graves”.

Em relação ao número de casos, o Chile ultrapassou a Espanha, que tem 246 mil infectados pelo coronavírus, mas ainda está distante no número de mortes. Mais de 28 mil espanhóis morreram de Covid-19.

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No Chile, o número de testes chegou um milhão nesta quarta-feira. Com 18 milhões de habitantes, o país testa, aproximadamente, um a cada 18 habitantes. O alto número de testes reduz a chance de subnotificação.

O ministro da Saúde afirmou que o número de resultados positivos de testes caiu de 33% para 29%, mas, para ele, não é momento de comemorar e “tampouco transmitir a ideia de que há uma mudança significativa’.

Santiago, capital do país, é o epicentro da doença no Chile. Para tentar diminuir o número de casos, o governo federal impôs lockdown na cidade, que já está há seis semana com restrição de circulação. Desde a última segunda-feira, os moradores de Santiago têm autorização para sair apenas duas vezes na semana – antes, eram cinco.

Antes, a estratégia do governo chileno foi de instaurar quarentenas dinâmicas nos bairros, mas a ideia não funcionou, especialmente por causa da desigualdade social.

Para conseguir a autorização, é preciso entrar no site da polícia e selecionar uma das justificativas pré-estabelecidas pelo governo, como ir ao médico, comprar insumos básicos, sair com pessoas com espectro autista ou com outras deficiências mentais, passear com bichos de estimação e outros.

As penas para quem descumprir a quarentena total também aumentaram. A pena mais grave pode chegar a 5 anos de prisão, além de multa.

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Segundo dados do governo, apesar das medidas rígidas, a mobilidade em Santiago teve redução de apenas 35%.

Outras partes do país entram em quarentena segundo os níveis de pessoas infectadas. Todas as quartas-feiras o governo federal anuncia a renovação, revogação ou começo de quarentena em todo o país. Hoje, o lockdown em Santiago foi renovado, assim como todas as regiões que já estavam com restrição de circulação. El Monte, Talagante, Calera de Tango, Graneros e Quillota entraram na quarentena total. Nenhuma região do país deixou o lockdown.

O país sofre quedas expressivas na economia com o isolamento social. No entanto, não há projeções de reabertura do comércio.

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