Quais são as acusações que o presidente da Fifa encara na Suíça?

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, teve um processo criminal aberto contra ele na Suíça nesta quinta-feira (30). O caso está relacionado a uma reunião que teve com Michael Lauber, procurador-geral do país.

Lauber renunciou ao seu cargo na semana anterior, ao ser concluído pelo Tribunal que  ele encobriu reuniões que teve com Infantino e mentiu para os supervisores enquanto seu escritório investigava supostas corrupção relacionadas à Fifa.

O promotor nomeado para o caso, Stefan Keller, abriu processos contra o Infantino e o procurador geral do Upper Valais, Rinaldo Arnold e agora pede para fazer o mesmo com Lauber.

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Uma declaração do Conselho Federal da Suíça disse que Keller "chegou à conclusão de que, em conexão com as reuniões entre o procurador-geral Lauber e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o promotor público principal do Alto Valais, há indícios de conduta criminal". Tanto Infantino quanto Lauber negaram qualquer irregularidade.

As alegações contra Infantino e Arnold "dizem respeito ao abuso de cargo público, quebra de sigilo oficial, assistência a criminosos e incitação a esses atos", afirmou a declaração do Conselho Federal.

Após a notícia do processo, a Fifa emitiu um comunicado oficial, juntamente com Infantino, colocando-se à disposição das autoridades suíças: "A Fifa reconhece a decisão do Ministério Público Federal Especial da Suíça em abrir uma investigação sobre as reuniões envolvendo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o procurador-geral da Suíça, Michael Lauber. A Fifa, incluindo o presidente da Fifa, permanece à disposição das autoridades suíças e, como sempre fizemos, cooperará totalmente com essa investigação".

No comunicado, Infantino ainda se posiciona sobre o caso, afirmando que as investigações ajudam na credibilidade do órgão: "As pessoas se lembram bem de onde a FIFA estava como instituição em 2015 e de como uma intervenção judicial substancial foi realmente necessária para ajudar a restaurar a credibilidade da organização". 

O presidente ainda se defende, dizendo que não houve nada de ilegal em seu encontro com Lauder: "Encontrar-se com o procurador-geral da Suíça é perfeitamente legítimo e perfeitamente legal. Não é violação de nada. Pelo contrário , também faz parte dos deveres fiduciários do presidente da Fifa ".

Infantino se tornou presidente da Fifa em 2016, depois que seu antecessor, Joseph Blatter, foi forçado a renunciar no ano anterior por alegações de corrupção. Em dezembro de 2015, Blatter foi banido de todas as atividades relacionadas ao futebol por oito anos, que, com recurso foi reduzido para seis meses.

Antes de presidir o órgão máximo do futebol, Infantino trabalhou como secretário-geral da UEFA, foi reeleito para o cargo na Fifa em junho de 2019 e, em janeiro deste ano, foi eleito membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Ao momento de sua nomeação, ainda em 2016, Infantino disse: "Não posso expressar meus sentimentos neste momento". Restauraremos a imagem e o respeito da Fifa e todos no mundo nos vão aplaudir. Finalmente vamos garantir que poderemos nos concentrar novamente no belo jogo do futebol".

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