Pubalgia volta a ser problema para André Anderson e frustra planos de negociação do São Paulo

Anderson comemora aniversário ao lado de Calleri: rara alegria no Morumbi (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)


Azar. Esse parece ser o adjetivo que melhor define a trajetória de André Anderson no São Paulo. No último sábado (7), a assessoria do clube informou que o meia voltou a sentir a pubalgia e por isso foi desfalque para o técnico Rogério Ceni na vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, em jogo-treino disputado no CT da Barra Funda. Pior para ele, pior para o Tricolor, já que os planos da diretoria envolviam o seu repasse à outra neste primeiro semestre.

Anderson chegou ao Morumbi em abril do ano passado, emprestado pela Lázio, da Itália. Indicação de Ceni, seguia uma trajetória pouco chamativa no clube até que em 7 de julho seu nome apareceu na lista de desfalques para a goleada por 4 a 1 sobre o Universidad Católica, no Morumbi, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana.

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A princípio, a ausência foi justificada como sendo por dores musculares. Só que o tempo foi passando e nada de Anderson aparecer sequer nos treinos no CT da Barra Funda.

Até que um mês depois, restou ao próprio Ceni, em coletiva de imprensa, trazer à tona o que de fato tinha Anderson: pubalgia.

Trata-se de uma doença que afeta os tendões do músculo reto abdominal e adutores, assim como a articulação da sínfise púbica, que fica na parte da frente da bacia.

A causa da pubalgia é muito controversa, mas parece ligada a um desbalanço da musculatura do reto abdominal e adutores.

- André está se recuperando de uma pubalgia. Demora realmente, pois é uma região sensível. Acho que semana que vem já deve estar à disposição para trabalhar com o grupo. Não é uma lesão, o departamento médico tem razão; mas é algo que incomoda o jogador. E ele está fazendo fortalecimento para que volte e possa trabalhar ininterruptamente até o final do ano. É o que foi passado para mim, que essa semana próxima ele já esteja com a gente - disse o treinador na ocasião.

O meia só foi ressurgir no time do São Paulo 24 partidas, mais precisamente na vitória por 2 a 1 sobre o América-MG, fora de casa, no dia 6 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro.

No período de ausência, muita especulação, muito boato, muita ofensa e o jogador no meio das dúvidas que pairavam seu nome buscando forças até espirituais para voltar a jogar. Chegou a ser consagrado pastor da igreja evangélica que frequenta na Baixada Santista.

Mesmo assim, Anderson perdeu a confiança dos cartolas tricolores. Durante toda a pré-temporada, seu nome foi envolto em negociações. O primeiro empecilho para o clube do Morumbi foi a postura da Lázio. Os italianos recusaram a devolução do meia.

Depois, aceitaram a proposta feita pelos dirigentes, de 'repassar o contrato de empréstimo' de Anderson a outro clube brasileiro. Ou seja, ele atuaria os seis meses restantes que tem de vínculo com o São Paulo cedido pelo clube, que repassaria o acordo.

Apesar de aceitar até pagar parte dos salários, o São Paulo encontrou dificuldades de encontrar um destino para Anderson. Chegou a abrir tratativas com o Santos, clube que o revelou e onde surgiu como joia, mas as conversas não progrediram. Agora, novamente com o meia abatido pela pubalgia, parece mesmo que o casamento entre o meia e a equipe do Morumbi será na alegria e na tristeza.

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