PSG e a Liga Francesa respondem às críticas do presidente da Liga Espanhola

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Neymar (E), Mbappé (C) e Messi durante um treino do PSG (AFP/FRANCK FIFE)

O Paris Saint-Germain e a Liga Francesa de Futebol Profissional (LFP) consideraram nesta quarta-feira "excessivos" os ataques do presidente da LaLiga (entidade que organiza o Campeonato Espanhol), Javier Tebas, que na véspera voltou a criticar o modelo econômico do clube da capital francesa, que ele considera "tão perigoso quanto a Superliga Europeia".

"A LFP pede a Javier Tebas para monitorar suas declarações excessivas", escreveu a liga francesa em um comunicado.

“A LFP não quer ser a 'muleta' que o Sr. Tebas agita para esconder os problemas internos que o futebol profissional espanhol atravessa atualmente”, acrescentou a entidade, usando a palavra “muleta” em espanhol, nome dado ao tecido vermelho utilizado pelos toureiros durante as touradas.

Horas antes, Victoriano Melero, secretário-geral do PSG, mostrou sua oposição às palavras de Javier Tebas em uma carta endereçada ao dirigente espanhol, da qual a AFP conseguiu obter uma cópia.

"Repetidamente você se permite atacar publicamente a liga francesa, nosso clube, nossos jogadores - bem como os de outros clubes - e os amantes do futebol francês, fazendo constantemente comentários insultuosos e difamatórios que sugerem que não nos ajustamos à regulamentação financeira do setor, entre outras acusações infundadas ”, afirma Melero no documento.

“Respeitamos as regras da Uefa e da França, incluindo as do DNCG (órgão que tutela as finanças dos clubes franceses). É necessário destacar que a liga francesa não esperou nos últimos anos, como a sua, para agir e intervir, aplicando uma ação financeira forte ", acrescentou.

“É notório o fato de que alguns clubes espanhóis e sua Liga enfrentam níveis insustentáveis de endividamento devido à má gestão”, destacou.

Tebas criticou o PSG na terça-feira por seu modelo de gestão.

"O que o PSG faz é tão perigoso quanto a Superliga (europeia)", disse o dirigente, numa referência ao projeto abortado de um campeonato exclusivo para grandes clubes europeus que foi anunciado em abril.

O Paris Saint-Germain, de propriedade de um fundo de investimentos do Catar, foi o protagonista do mercado europeu de transferências investindo em grandes contratações, especialmente do argentino Lionel Messi, que deixou Barcelona, clube que atravessa um difícil momento financeiro.

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