Protesto pacífico é interrompido por bolsonaristas e pai de vítima da Covid-19 pede: "respeitem a dor das pessoas"

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Homem recoloca cruzes na areia da praia de Copacabana - Foto: Reprodução/Twitter
Homem recoloca cruzes na areia da praia de Copacabana - Foto: Reprodução/Twitter

Voluntários da ONG Rio de Paz faziam um protesto na manhã desta quinta-feira (11) contra a gestão da pandemia do novo coronavírus promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Desde cedo, voluntários cavaram covas na areia da Praia de Copacabana, cartão postal do Rio de Janeiro, simbolizando as vítimas da Covid-19 pelo país.

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Durante o protesto que transcorria pacificamente, um vídeo publicado pelo perfil da própria ONG mostra uma discussão entre membros da ONG, um pai que teria perdido um filho de 25 anos para a Covid-19 e supostos apoiadores de Bolsonaro.

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“Bolsonaristas chegam no nosso protesto e retiram as nossas cruzes. Um pai que perdeu seu filho com 25 anos coloca as cruzes de volta", relata um membro da ONG enquanto grava o homem recolocando as cruzes na areia e pedindo respeito.

Um dos homens apontados como apoiadores do presidente Bolsonaro rebate: “não pense que todo mundo é cordeiro não, todo mundo já acordou para essas ações da esquerda. Isso é terror, é bobagem”.

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O homem apontado como pai diz que a situação não é uma questão de “esquerda ou de direita” e volta a dizer que seu filho jovem e saudável, segundo ele, foi vítima da Covid-19.

Outro homem apontado como apoiador de Bolsonaro questiona os voluntários que protestavam. “Por que não falam dos governadores?”, questionando a gestão da pandemia dos governos estaduais. Nos últimos dias, o presidente tem apontado os governadores como grandes responsáveis pela atual situação do país em meio à crise do novo coronavírus.

Diante do questionamento sobre os governadores, o homem apontado como pai segue recolocando as cruzes no lugar e pede para que “a dor das pessoas” seja respeitada.

Algumas das pautas do protesto são: assistência às famílias em situação de vulnerabilidade durante a crise do coronavírus, um profissional de medicina à frente do Ministério da Saúde (atualmente a pasta é comandada por um militar, o general Eduardo Pazuello).

"O que nós esperamos com a manifestação é uma mudança dessa situação de crise. O que mais poderia ajudar agora é conhecer o cronograma, saber o que vai acontecer daqui a um, dois meses, para onde o país está indo. Mas não há metas, não há planejamento. Não houve um só momento que o presidente da república tenha expressado compaixão, solidariedade pelos que sofrem", afirmou Antônio Carlos Costa, presidente da ONG ao portal G1.

De acordo com o boletim mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registra 39.680 mortos pela Covid-19, além de 772.416 casos confirmados.

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