Proposta recusada, retrospecto positivo e jogo beneficente: a relação de Pelé com o Flamengo

Pelé em visita do presidente Eduardo Bandeira de Mello e com a camisa do Flamengo (F: Reprodução/Twitter)


Pelé morreu nesta quinta-feira, aos 82 anos, após sofrer após sofrer falência múltipla de órgãos. Maior jogador de todos os tempos, o Rei do Futebol não chegou a defender o Flamengo de forma oficial, mas construiu uma relação de carinho com o clube ao longo de sua vida. O craque acumulou boas atuações contra o Rubro-Negro, teve proposta recusada pelo Santos e deixou a aposentadoria para vestir o Manto em um amistoso beneficente.

O primeiro contato de Pelé contra o Flamengo foi aos 16 anos, em 1957, quando o Santos levou uma goleada no Maracanã: 4 a 0.

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Durante a carreira, o Rei do Futebol enfrentou o Rubro-Negro em 19 oportunidades. O retrospecto foi positivo: oito vitórias, cinco empates e seis derrotas. Foram 11 gols marcados, incluindo uma atuação de gala: um hat-trick no jogo de volta da final da Taça Brasil em 1964.

Em 1969, quando Pelé já tinha o status de ídolo mundial consolidado, o Flamengo tentou contratá-lo. No entanto, o então presidente do Santos, Athiê Jorge Cury, recusou uma oferta de 2 bilhões de cruzeiros por considerá-lo "inegociável".

- Enquanto eu for presidente do Santos Futebol Clube, Pelé é inegociável. É patrimônio nacional e não será vendido por preço algum - afirmou Cury (falecido em 1992), à TV Tupi de São Paulo.

Pelé só foi vestir a camisa do Flamengo dez anos depois, em 1979. Em um amistoso beneficente contra o Atlético-MG, o craque usou a histórica 10 de Zico e atuou ao lado do ídolo rubro-negro pela primeira e última vez. Diante de 140 mil pessoas, ele até teve a oportunidade de marcar um gol com o Manto, mas abdicou de cobrar o pênalti, mesmo após Zico lhe oferecer a bola.