Proposta do Corinthians por Marcos, em 2005, envolvia até ‘pulo’ em Portugal; relembre

Goal.com

As redes sociais palmeirenses foram bastante movimentadas nos últimos dias depois que o ex-goleiro Marcos afirmou, em resposta a uma crítica, que jogaria hoje no Corinthians devido à "chatice" da torcida alviverde atual. Depois, afirmou que recusou duas propostas, uma do arquirrival alvinegro e outra do Arsenal, da Inglaterra. Aproveitando a discussão, a Goal , então, foi atrás das duas histórias.

Primeira e mais marcante, a possibilidade de o Corinthians contar com Marcos realmente existiu. O jogador já havia falado sobre isso em 2018 e, mesmo com alguns erros temporais, explicou como seria o trâmite.

"O Corinthians queria me contratar porque era na época do Kia (Joorabchian), que queria me contratar, só que eles falaram o seguinte: ‘Você vai para o Benfica, fica um tempo lá e volta para se apresentar no Corinthians em 2005'. Eu falei: 'Para mim não tem problema nenhum, só que eu quero que vocês expliquem que estão me vendendo e o que vai acontecer'", comentou o ex-jogador.

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A oferta para compra do atleta, no entanto, veio apenas na metade de 2005. O agente Pini Zahavi, por meio da empresa Gol Internacional, ofereceu 2 milhões de dólares para contratar o goleiro em agosto daquele ano. Pini é até hoje sócio de Kia, então dono da MSI.

Segundo reportagem da Folha , o destino inicial do atleta seria o Porto (Marcos fala em Benfica na entrevista). Seu retorno em seis meses encaixaria justamente com o fim do contrato de Fábio Costa e o começo do grande sonho daquela equipe: a Copa Libertadores da América de 2006 .

Marcos, na entrevista, conclui dizendo que o Corinthians acabou trazendo Fábio Costa. Esse erro é claro, já que Fábio Costa foi contratado pelo Timão no final de 2003, quando a MSI nem passava perto de existir. Quase duas décadas de diferença são uma justificativa razoável para a imprecisão.

A ambição por Marcos fazia sentido para o Timão. Fábio Costa não se mostrara tão confiável na meta alvinegra e todos os garotos testados na campanha do título brasileiro (Tiago, Julio César e Marcelo) ainda não estavam prontos para encarar uma Libertadores.

Sem negócio pelo pentacampeão, Kia foi buscar Johnny Herrera, na Universidad de Chile. O goleiro também não se firmou e, para o mata-mata, chegou Silvio Luiz. Mesmo com bons anos no São Caetano, porém, o arqueiro passou longe de viver um bom momento no Timão

No Palmeiras, ele ainda participaria da conquista do Campeonato Paulista de 2008 e continuaria sendo um dos principais nomes da equipe até anunciar sua aposentadoria, em 2012 .

Versões conflitantes

Outro tema abordado por Marcos foi a proposta do Arsenal, da Inglaterra, que queria contar com os seus serviços em 2003. David Seaman, lendário goleiro inglês, ia se aposentar, abrindo espaço para um novo dono da meta no time londrino.

A parte em que Marcos chegou à Inglaterra e foi fazer exames médicos para assinar contrato é reconhecida tanto lá quanto no Brasil. O fato de o negócio não ter ocorrido, no entanto, caminha para lados diferentes a partir daí.

Marcos custaria 4 milhões de dólares aos londrinos e poderia participar do último grande time do Arsenal, "Os Invencíveis", campeões da Liga Inglesa sem serem derrotados na temporada 2003/04 da Premier League.

Na sua versão, ele acabou desistindo do negócio porque não se via morando em Londres, sem a família por perto, e acabou convencido em uma conversa com seu pai a retornar ao Verdão.

Pelo lado inglês da história, porém, há uma outra versão: de acordo com o livro Soccernomics, dos jornalistas Simon Kuper e Stefan Szymanski, exames diagnosticaram uma lesão crônica na mão de Marcos , que desencorajou o Arsenal a seguir adiante com o investimento. A publicação, que trata da administração do futebol e seus desafios, tem Arséne Wenger como um dos entrevistados mais presentes. Era ele o treinador dos londrinos à época em que o negócio não rolou.

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