Pronto para voltar ao Corinthians, Jô pode quebrar incômodo jejum de gols

Alexandre Guariglia
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Neste sábado, o Corinthians deve ter uma grande novidade para enfrentar o Atlético-MG, às 19h, na Neo Química Arena: a volta de Jô após um mês se recuperando de contratura na panturrilha. Sua escalação depende de Vagner Mancini, mas é certo que o ídolo alvinegro terá uma oportunidade para, além de ajudar o time, quebrar um longo jejum de gols que já supera os dois meses.

Desde que se machucou, diante do Athletico-PR, na estreia de Mancini no comando do Timão, Jô vem não só em processo de recuperação, mas também de fortalecimento muscular, que não pode ter adequadamente quando foi contratado em junho e logo precisou entrar em campo para jogar o mata-mata do Paulistão, no qual acabou sendo decisivo até na final da competição.

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No entanto, quando precisou ficar afastado pela contratura na panturrilha, Jô já estava há algum tempo sem balançar a rede com a camisa do Corinthians. Seu último gol foi no dia 5 de setembro, no empate em 2 a 2 com o Botafogo, pelo Brasileirão, na Neo Química Arena, quando ele foi o responsável por deixar tudo igual no placar, deixando sua marca já nos acréscimos da partida.

Entre o gol diante do Bota e a lesão no duelo com o Furação (14 de outubro), pouco mais de um mês se passou, tendo atuado em oito jogos no período, nos quais passou em branco. Em um deles, na derrota para o Ceará, no Castelão, chegou a ficar no banco de reservas. Contra o Bahia, também pelo Brasileirão, ele cumpriu suspensão do STJD e ficou fora da partida. Se contarmos esse jogo em que ele foi desfalques, o jejum no período foi de 39 dias e nove duelos.

Já o período de ausência em virtude da lesão foi de exatamente um mês e seis jogos, ou seja, se somarmos esses dois períodos sem gols de Jô, teremos 70 dias (mais de dois meses) e 15 partidas. Esse longo jejum não acontecia desde 2005, ano em que encerrou sua primeira passagem e deixou o Corinthians para jogar no CSKA, da Rússia. Naquele temporada, ele não era titular absoluto.

Em 2017, quando retornou e fez um ano brilhante, levando a equipe ao título paulista e brasileiro, Jô não chegou a ficar um mês sem balançar a rede, os jejuns não passaram de 20 e poucos dias ou no máximo quatro partidas. Ao todo foram 25 gols marcados em 61 jogos oficiais na temporada, o que dá uma média de um tento a cada 2,44 duelos, ou seja, precisava de menos de três partidas para voltar a comemorar uma bola na rede adversária.

Mesmo assim, antes de iniciar seu jejum, Jô não podia reclamar de seu desempenho artilheiro. Foram cinco gols marcados em 11 jogos oficiais, média de praticamente um a cada duas partidas. Números bem altos para quem estava vindo de longo período de inatividade após deixar o Nagoya Grampus-JAP, clube pelo qual havia atuado pela última vez em dezembro de 2019.

A falta de uma pré-temporada do jeito que precisava e o tempo longe dos gramados começou a pesar juntamente com a maratona de jogos (19 em 75 dias), causando o desempenho abaixo do esperado, o jejum de gols e a contratura na panturrilha. Recuperado e fortalecido, Jô pode voltar a ter chance no time titular de Vagner Mancini para dar mais tranquilidade ao treinador na escalação de um ataque ideal, o qual ainda não encontrou até aqui.

Jô e o Corinthians fazem nesta sexta-feira o último treino antes de enfrentar o Atlético-MG, neste sábado, às 19h, na Neo Química Arena, pela 21ª rodada do Brasileirão-2020. O Timão ocupa a 11ª posição na tabela com 25 pontos, cinco a mais do que o Botafogo, primeiro clube na zona de rebaixamento.