Promotoria de MG denuncia homem que usou braçadeira nazista em bar

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José Eugênio Adjuto vai responder por apologia ao nazismo e pode pegar até cinco anos de prisão, se for condenado - Foto: Reprodução/Redes sociais
José Eugênio Adjuto vai responder por apologia ao nazismo e pode pegar até cinco anos de prisão, se for condenado - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou nesta quarta-feira (22) o homem que foi flagrado com uma braçadeira vermelha e símbolo da cruz suástica, similar ao modelo usado por nazistas, em um bar de Unaí, a 400 km de Belo Horizonte, em dezembro. 

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José Eugênio Adjuto foi denunciado com base no artigo 20 da lei 7.716/89, que prevê pena de reclusão a quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. A pena é de dois a cinco anos e multa.

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Segundo a Promotoria, as investigações apontaram que Adjuto tinha posicionamentos extremistas e conhecimento histórico sobre a Segunda Guerra Mundial e sabia o que o símbolo representava, além de ter fabricado a faixa artesanalmente. 

Em depoimento à Polícia Civil, em dezembro, Adjuto disse que descobriu em pesquisas na internet que a suástica era usada como amuleto de sorte antes de ser usada pelo Partido Nazista na Alemanha.

O delegado responsável pelo caso, Leandro Coccetrone, concluiu que, pelo histórico encontrado em seu computador, Adjuto conhecia a ligação entre o símbolo e a ideologia do partido liderado por Adolf Hitler e responsável pelas mortes de milhões de pessoas, na primeira metade do século 20.  

Em depoimento à polícia, o acusado alegou ainda que sofria de depressão e ansiedade. A repercussão do fato nas redes sociais fez com que o inquérito fosse aberto ainda no dia 16 dezembro, dois dias depois de ele ser fotografado e filmado com o adereço.

Na noite do episódio, a Polícia Militar foi acionada e chegou a ir ao local, mas, segundo testemunhas, os policiais não abordaram o homem. Em nota, a PM disse que ele foi orientado a tirar a faixa do braço.

Na época, os policiais registraram um boletim de ocorrência interno, que é encaminhado pelo Comando da Unidade. Um procedimento administrativo foi instaurado para apurar se a atuação e o protocolo adotado foram adequados.

***Por Fernanda Canofre, da Folhapress

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