Promoções contradizem versão de Bolsonaro sobre reunião ministerial

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BRASILIA, BRAZIL - MAY 15: The President of Brazil Jair Bolsonaro appears on the ramp of the Planalto Palace to wave to his supporters amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on May 15, 2020 in Brasilia. Brazil has over 202,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 13,993 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - MAY 15: The President of Brazil Jair Bolsonaro appears on the ramp of the Planalto Palace to wave to his supporters amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on May 15, 2020 in Brasilia. Brazil has over 202,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 13,993 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

Promoções de cargos efetuadas no fim de março podem desmentir a versão apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre as falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na reunião ministerial do dia 22 de abril, que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro aponta como fundamental para comprovar que o presidente tentou interferir politicamente na Polícia Federal.

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Segundo a versão do presidente, apresentada pela AGU, as queixas feitas eram sobre a segurança de sua família e amigos no Rio de Janeiro, que é de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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No entanto, 28 dias antes da reunião, segundo o Jornal Nacional, o presidente promoveu o responsável pela sua segurança, o general André Laranja Sá Correa, até então diretor do Departamento de Segurança Presidencial. Ele passou a ser o comandante da Oitava Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, localizada em Pelotas (RS), um posto muito importante na estrutura do Exército.

Com a promoção de Sá Correa, a direção do Departamento de Segurança Presidencial passou a ser de Gustavo Suarez, até então diretor-adjunto do departamento.

O Departamento de Segurança Presidencial está dentro do GSI e tem a função de zelar pela segurança pessoal do presidente da República, do vice-presidente da República e de seus familiares, além de também fazer a segurança dos palácios presidenciais do presidente e do vice.

Ainda de acordo com o Jornal Nacional, outra mudança na segurança foi feita no fim de fevereiro. O coronel Luiz Fernando Cerqueira foi substituído pelo tenente coronel Rodrigo Garcia Otto na chefia do escritório da GSI no Rio, que repassa informações para Brasília, onde as decisões são tomadas.

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