Projeto que ajuda mulheres com técnicas de MMA e Jiu-Jitsu recebe apoio do ex-juiz Marcos Pagliaro

Projeto ajuda mulheres com técnicas do MMA - Divulgação


Fundado em agosto deste ano, o projeto "Gente em Defesa" vem mudando a vida de diversas mulheres em situação de vulnerabilidade ou indefesas diante de agressões, violência e maus tratos em São Paulo.

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Para enfrentar esse sério problema, o Instituto Claret e a Casa Santa Zita, responsáveis pelo projeto, buscaram uma intervenção às possíveis escaladas de violência contra mulheres (crianças, adolescentes e adultas) por meio cursos de defesa pessoal com conhecimentos sobre circunstâncias de intimidação e ameaça, juntamente com técnicas de MMA e Jiu-Jitsu.

O foco inicial é nos bairros paulistas de Santa Cecília, Barra Funda e Sé, onde o número de vítimas de feminicídio, para cada dez mil mulheres, é de 197, 555 e 750, respectivamente. O projeto vive de doações e apoiadores que ajudam de muitas formas.

Apoiador do "Gente em Defesa", Marcos Pagliaro foi Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado, mas hoje lidera uma franquia de pizzas fundada na favela de Paraisópolis, 2ª maior comunidade de São Paulo. Segundo ele, conhecer a realidade das favelas, em especial paras as mulheres, motivou sua decisão de ajudar.

- Estar perto da realidade dessas mulheres, que muitas vezes acordam 5h da manhã para ir trabalhar e são agredidas somente pelo fato de serem mulheres, me fez olhar com outros olhos para os problemas sociais do Brasil. Sonho com um dia em que todas as pessoas poderão andar com tranquilidade nas ruas. Enquanto isso, acredito que projetos como o 'Gente em Defesa' desenvolvem autoestima e autoconfiança, além da parte de defesa pessoal em si - disse Marcos, que após superar um câncer, também mudou sua percepção da vida:

- Acho que, somente quando tomamos um susto ou vivemos um problema de perto é que damos a devida atenção às coisas pequenas da vida. E são essas coisas que nos fazem felizes -completou o empresário.

Atualmente, "Gente em Defesa" atende cerca de 20 mulheres e funciona na Casa Santa Zita, na avenida Higienópolis, número 791, São Paulo. Totalmente gratuito, o projeto também oferece atendimento e acompanhamento sócio assistencial e pedagógico.

- Tentamos ser uma pequena semente de esperança para quem mais precisa de revigoramento. É um projeto que se propõe a ser um instrumento contra a violência que torna vítimas as mulheres - informa a organização.