Projeto de Paris-2024 é hoje "obsoleto e superado", diz membro do COI

AFP
Guy Drut, ex-campeão olímpico, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e ex-ministro dos Esportes da França, posa após a obtenção dos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, no dia 1º de agosto de 2017
Guy Drut, ex-campeão olímpico, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e ex-ministro dos Esportes da França, posa após a obtenção dos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, no dia 1º de agosto de 2017

Guy Drut, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) e ex-Ministro dos Esportes, considera que o projeto Paris-2024 é "hoje obsoleto, ultrapassado, longe da realidade" e pede "reinventar" o modelo dos Jogos Olímpicos, em um artigo publicado pela France Info neste domingo.

"A crise pela qual estamos passando tem um impacto duradouro em nossa rotina, em nosso modo de vida, em nossa economia, em nosso pacto social, em nossa escolha de sociedade. Ela não pode e não deve deixar de afetar a necessidade urgente que precisamos ter de nos reinventar (...) Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos não são exceção a este novo contexto. Eles também devem ser reinventados", escreveu Guy Drut.

Se, em meio à nova pandemia de coronavírus, foi necessário o reagendamento dos Jogos Olímpicos de 2020 para o verão de 2021", a resposta a essa crise pode se limitar a uma simples mudança de datas, sem que o modelo dos Jogos, tanto econômico quanto organizacional, seja profundamente repensado?", questionou o ex-ministro dos Esportes (1995-1997), durante a presidência de Jacques Chirac.

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"O belo projeto que construímos e apresentamos na fase de licitação para Paris-2024 agora está obsoleto, desatualizado, longe da realidade", afirma o ex-campeão olímpico de 110 metros com barreiras em 1976.

"Isso não é mais real. Se, em seu espírito, não deve ser modificado, é preciso revisar os meios e focar no essencial. A primeira necessidade é, portanto, reavaliar o orçamento de quanto custarão os Jogos de 2024", acrescenta ele.

"Os Jogos de ontem não serão os Jogos de amanhã. Temos que aceitar isso e imaginar um novo modelo juntos... Eles não podem ser realizados a qualquer custo, desconectados da realidade, à margem do mundo", insistiu Drut.

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