Proibição de bebidas alcóolicas no Catar não afetará camarotes de luxo de estádios

Após proibição de venda de bebida nas proximidades dos estádios, estandes da Budweiser são vistos vazios em Doha, no Catar (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
Após proibição de venda de bebida nas proximidades dos estádios, estandes da Budweiser são vistos vazios em Doha, no Catar (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

Torcedores que estarão em certos camarotes e na área de hospitalidade das arenas Copa do Mundo do Catar não serão afetados pela proibição de cerveja nas proximidades dos estádios, anunciada hoje (18), dois dias antes do início do torneio.

Inicialmente, os torcedores poderiam comprar a Budweiser — patrocinadora do torneio — dentro de cada um dos oito estádios da Copa do Mundo, mas uma reviravolta de última hora significa que o álcool não pode mais ser consumido dentro dos perímetros do estádio — os torcedores ainda poderão consumir álcool nas fan zones designadas.

Leia também:

No entanto, descobriu-se que as únicas pessoas isentas da proibição de álcool no estádio serão aquelas em hospitalidade corporativa cara. A MATCH Hospitality, fornecedora mundial do programa oficial de hospitalidade da Copa do Mundo da FIFA 2022, confirmou que suas suítes de hospitalidade não serão afetadas pela proibição.

Em comunicado, a empresa disse: "Aqueles em áreas corporativas dos estádios, que incluem espaços oficiais de hospitalidade, serão servidos com álcool de acordo com as inclusões do produto adquirido".

Mais de 240.000 pacotes de hospitalidade foram vendidos, variando em luxo e preço. Uma suíte, que pode acomodar 44 pessoas, foi vendida por £ 2,1 milhões, de acordo com o jornal britânico 'Metro'.

As vantagens dos pacotes de hospitalidade corporativa podem incluir camarotes com fachada de vidro, acesso aos assentos do estádio, bem como um concierge dedicado, estações de chef ao vivo e menus com vários pratos.

Acredita-se que a proibição do álcool nos estádios ocorreu após pressão dos governantes do Catar, incluindo o emir do país, e supostamente levou a uma gestão de crise entre a Fifa e a cervejaria da Budweiser, AB In-Bev.

A reviravolta de última hora gerou chateação na Football Supporters’ Association (Associação de Torcedores de Futebol, em tradução livre), que acusou os organizadores de "total falta de comunicação".