Primeiro dia de Margaret terá bateria com três brasileiros

A segunda etapa do Circuito Mundial se inicia nesta terça-feira com nove brasileiros disputando título 

Com as contusões de última hora do brasileiro Italo Ferreira e da australiana Laura Enever, as baterias das primeiras fases masculina e feminina de Margaret River foram modificadas. O norte-americano Nat Young e a sul-africana Bianca Buitendag foram convocados para substituir os surfistar. Com a mudança, o primeiro Round da segunda etapa do WCT terá uma quinta bateria totalmente verde e amarela formada pelo campeão mundial Gabriel Medina, Wiggolly Dantas e o reforço canarinho para esta competição, Jessé Mendes (líder do WQS). Medina e Dantas já disputaram o primeiro Round em Gold Coast. A primeira chamada será às 20 horas desta terca-feira (horário de Brasília) e será transmitido ao vivo no site da Liga Mundial de Surfe (WSL, em inglês).

Antes da saída de Ítalo, que tirou a primeira nota 10 do ano entre os homens, o pernambucano Ian Gouveia estava escalado na primeira bateria. Com a desistência do potiguar, o estreante foi transferido para a sétima, encabeçada pelo campeão deGold Coast, Owen Wright, que vai competir com a lycra amarela. Agora, o primeiro brasileiro a encarar as ondas do oeste australiano será Miguel Pupo, na terceira bateria contra dois atletas da casa, o vice-líder do ranking, Matt Wilkinson, e Jack Freestone.

Depois, vem o confronto brasileiro entre Gabriel Medina, Wiggolly Dantas e Jessé Mendes, na quinta e, na sétima, Ian Gouveia contra Owen Wright e o também australiano Connor O´Leary. Na disputa seguinte, tem uma participação dupla do Brasil com o paulista Caio Ibelli e o potiguar Jadson André enfrentando outro australiano, Joel Parkinson. E na nona bateria, o campeão de Margaret em 2015, Adriano de Souza, estreia ao lado do australiano Adrian Buchan e do francês Jeremy Flores. Já Filipe Toledo fecha a primeira fase contra o atual campeão desta etapa, Sebastian Zietz, do Havaí, e o australiano Ethan Ewing.

O palco principal de Margaret River é Main Break, mas a competição também poderá acontecer em North Point ou nos temidos tubos de The Box. A primeira vez que uma etapa da World Surf League aconteceu em The Box foi em 2015, quando Adriano de Souza brilhou surfando tubos insanos no seu caminho até a conquista do título mundial daquele ano numa decisão brasileira com Gabriel Medina em Pipe Masters, Havaí. A bateria final em Margaret foi em Main Break e Mineirinho bateu o hoje campeão mundial John John Florence.

Entre as mulheres

Na categoria feminina, a australiana Laura Enever contundiu o joelho e teve que cancelar sua participação. Com isso, as baterias também foram refeitas. A brasileira Silvana Lima estava escalada na primeira com a francesa Johanne Defay e a havaiana Malia Manuel e agora vai disputar a última, contra a australiana Sally Fitzgibbons e outra havaiana, Tatiana Weston-Webb. A cearense não ganhou nenhuma bateria na Gold Coast e busca sua primeira vitória.

Segurança preocupa WSL


Com a previsão de altas ondas logo nos primeiros dias do campeonato, a organização da WSL montou um esquema de segurança especial para preservar os atletas na segunda etapa do Circuito Mundial. Por ser uma região onde há tubarões, assim como em J-Bay (onde Mick Fanning foi atacado em 2015), terão cinco jet skis na água. Além de socorrer o surfista rapidamente, eles estarão equipados com sonares da linha "Shark Shiled" para interferirem nos sensores dos animais e formar uma barreira invisível. Eles foram testados e obtiveram resultado positivo em 90% dos casos. Também serão usadas boias para detectar a presença de possíveis predadores.

- Teremos dois sistemas que vamos implementar para a segurança em relação aos tubarões. Um é para detectar os tubarões, com uma boia. Usamos em J-Bay no ano passado e usaremos pela primeira vez em Margaret River. É uma tecnologia que permite detectar a presença de tubarões através de um sonar. E haverá também o "Shark Shield" preso aos jet skis, teremos também essa tecnologia. Sabemos que não é algo 100% seguro, mas é uma tecnologia que sentimos que funciona. É importante ter um plano apropriado para Margaret - comentou Graham Stapelberg, diretor internacional de eventos da WSL.

O diretor também conta que cada surfista terá o seu jet ski já que a distância entra a arrebentação e o local onde as ondas são surfadas é muito grande.

- Nós teremos jet skis dedicados a cada surfista. Os atletas podem pegar o jet ski na arrebentação e ir até o line-up. E se houver algum sinal de perigo, o jet ski irá imediatamente ao local para fazer o resgate. Teremos cinco jet skis na água, sendo três só para os surfistas e outros dois fazendo o monitoramento e patrulhamento da área - contou Graham Stapelberg.

Confira as baterias do primeiro Round:

Masculino

1: Kelly Slater (EUA), Mick Fanning (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)
2: Kolohe Andino (EUA), Stuart Kennedy (AUS), Ezekiel Lau (HAV)
3: Matt Wilkinson (AUS), Miguel Pupo (BRA), Jack Freestone (AUS)
4: Jordy Smith (AFR), Kanoa Igarashi (EUA), Nat Young (EUA)
5: Gabriel Medina (BRA), Wiggolly Dantas (BRA), Jessé Mendes (BRA)
6: John John Florence (HAV), Frederico Morais (PRT), wildcard
7: Owen Wright (AUS), Connor O´Leary (AUS), Ian Gouveia (BRA)
8: Joel Parkinson (AUS), Caio Ibelli (BRA), Jadson André (BRA)
9: Adriano de Souza (BRA), Adrian Buchan (AUS), Jeremy Flores (FRA)
10: Michel Bourez (TAH), Conner Coffin (EUA), Joan Duru (FRA)
11: Julian Wilson (AUS), Josh Kerr (AUS), Bede Durbidge (AUS)
12: Filipe Toledo (BRA), Sebastian Zietz (HAV), Ethan Ewing (AUS)

Feminino

1: Johanne Defay (FRA), Malia Manuel (HAV), Bronte Macaulay (AUS)
2: Courtney Conlogue (EUA), Sage Erickson (EUA), Coco Ho (HAV)
3: Tyler Wright (AUS), Keely Andrew (AUS), wildcard
4: Stephanie Gilmore (AUS), Nikki Van Dijk (AUS), Bianca Buitendag (AFR)
5: Carissa Moore (HAV), Lakey Peterson (EUA), Pauline Ado (FRA)
6: Sally Fitzgibbons (AUS), Tatiana Weston-Webb (HAV), Silvana Lima (BRA)











































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