Primeiro Dérbi da final do Paulista foi o mais fraco dos últimos anos

Alexandre Praetzel
·2 minuto de leitura
Luan e Patrick disputam uma bola no meio-campo na primeira partida da final do Paulista. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Luan e Patrick disputam uma bola no meio-campo na primeira partida da final do Paulista. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

A primeira partida da decisão do Campeonato Paulista foi decepcionante. Não que o blog esperasse um grande jogo, com jogadas trabalhadas e brilhantismo técnico, mas faltou ambição dos dois lados e uma preocupação gigantesca em chegar vivo ao segundo confronto, no Allianz Parque.

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É verdade que o Corinthians foi melhor na etapa inicial, com mais domínio no meio-campo e aproximação dos meias com Jô, criando uma chance de Luan para Ramiro e, logo depois, com Vital batendo no gol e Weverton fazendo uma defesa maravilhosa, no principal lance do clássico. O Palmeiras abusou da força física e das ligações diretas para Rony e Luiz Adriano. Zé Rafael virou um marcador de Fagner e conseguiu bloquear as investidas do lateral.

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Na volta do intervalo, Luxemburgo colocou Willian e Bruno Henrique e tirou Ramirez e Luiz Adriano. O Palmeiras evoluiu e o Corinthians se “retrancou”. O Verdão teve mais posse de bola e presença no campo adversário, mas sem nenhuma oportunidade clara de gol. Cássio praticamente não foi exigido, assim como Weverton.

Talvez o cenário fosse modificado se Raphael Claus expulsasse Jô, por entrada violenta em Gómez. Ele preferiu o cartão amarelo e não houve chamada do VAR. Foi o único momento discutível na atuação do árbitro.

O Palmeiras tem mais elenco, só que as opções não conseguem resolver. O padrão de jogo é acreditar que alguém vá decidir a partida num lance individual ou no erro dos oponentes. Há quatro meias ofensivos que não atacam. Quem está segurando a onda são os jovens Patrick de Paula e Gabriel Menino.

O Corinthians hoje é mais treinado. Tiago Nunes conseguiu alinhar o pouco que ele tem de alternativas técnicas com uma formação coletiva mais equilibrada. Pouco, muito pouco, mas isso não havia no trimestre inicial. Tanto que está em mais uma decisão pela mudança tática.

Num Dérbi nota 4,5, salvaram-se Weverton(pela defesa espetacular), Gil, Patrick e Carlos(pelo primeiro tempo). A prioridade dos treinadores era não perder. Conseguiram e jogaram tudo para a definição no Allianz Parque, provavelmente, sem muita diferença de postura. Os pênaltis estão chamando. A ver.