Primeira atleta paralímpica refugiada espera ser um "exemplo"

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Alia Issa, de origem síria, nascida na Grécia, participa de uma coletiva de imprensa em Tóquio em 23 de agosto de 2021, na véspera dos Jogos Paraolímpicos de Tóquio

Alia Issa, a primeira atleta da seleção de refugiados nos Jogos Paraolímpicos, disse nesta segunda-feira (23) que espera que seu exemplo seja seguido por outras refugiadas que sofrem de algum tipo de deficiência.

“Não fiquem em casa, tentem praticar esportes todos os dias, vão para o mundo. Espero ser o primeiro exemplo a seguir”, declarou durante uma coletiva de imprensa em Tóquio, um dia antes da abertura dos Jogos Paraolímpicos na capital japonesa.

Alia Issa, de 20 anos, nasceu na Grécia em uma família de refugiados sírios e ainda vive no país. Aos quatro anos, contraiu varíola, uma infecção que danificou seu sistema nervoso. Agora precisa se locomover em uma cadeira de rodas e tem problemas na fala.

Issa só começou a praticar esportes há três anos e não se especializou em sua disciplina olímpica, arremesso de peso, até dois anos atrás.

Sorridente, Alia Issa também estava "muito orgulhosa" e "muito feliz" por ser uma das duas porta-bandeiras da equipe de refugiados em Tóquio, formada por seis atletas paraolímpicos.

Será apenas a segunda vez que os 82 milhões de refugiados no mundo serão representados por um time nos Jogos Paraolímpicos, após a Rio-2016.

“Estamos muito gratos aos países que hospedam refugiados e encorajamos os países que podem apoiá-los a fazê-lo. Esperamos transmitir esta mensagem ao povo japonês”, disse Ileana Rodríguez, chefe da missão da equipe.

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