Pressionado, Zé Ricardo necessita corrigir rota para fazer o Vasco engrenar na Série B. Entenda!

Zé Ricardo segue pressionado no Vasco, que ainda não teve uma atuação convincente (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)


Mesmo invicto na Série B, o Vasco ainda não teve uma atuação convincente, que agradasse sua torcida apaixonada. Até o momento, foram quatro empates em cinco rodadas, deixando pontos pelo caminho diante de adversários da parte de baixo da tabela. Com isso, o LANCE! busca explicar o momento e como o técnico Zé Ricardo pode encontrar soluções para que o time renda o esperado.

PROBLEMAS NA CRIAÇÃO E A "NENEDEPENDÊNCIA"

Uma das maiores dificuldades da equipe tem sido a falta de poder de criação, sendo dependente de Nene, que tem 40 anos. O meia atuou em 17 dos 20 jogos do Gigante da Colina na temporada, mas precisa ter mais rotatividade para não ter nenhuma lesão e ficar de fora por muito tempo.

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No Carioca, Zé Ricardo tentou encontrar a espinha dorsal do time, que contratou vinte jogadores na temporada (Luís Cangá ficou apenas três meses). Contudo, não testou um reserva direto do camisa 10, já que Bruno Nazário foi utilizado na maior parte dos jogos como ponta, uma posição em que não está habituado. Palacios fez dois jogos e também é outra opção quando tiver ritmo de jogo.

FALTA DE INTENSIDADE E POSSE IMPRODUTIVA


Nene tem sido responsável direto nas participações dos gols do time, porém não tem mais o mesmo pique para ajudar intensamente na marcação. Cabe ao comandante tentar uma variação tática e um estilo de jogo que façam com que o meia tenha mais liberdade e não prejudique o Cruz-Maltino na marcação.

O trabalho de Zé Ricardo deixa a desejar neste aspecto justamente pela equipe não ter um bom trabalho de construção. No domingo, o Vasco não apostou em infiltrações e triangulações e se limitou a tentar levar perigo em bolas alçadas na área. Segundo o "Footstats", o Gigante da Colina é o quarto time com mais posse de bola, porém é improdutivo na frente e pouco levou perigo ao gol do Carcará.

BAIXO NÚMERO DE FINALIZAÇÕES E LENTIDÃO NA TRANSIÇÃO

De acordo com dados do portal "Footstats", o Vasco é o sexto time que menos finaliza na competição (55, no total). Um número preocupante para um elenco que almeja conquistar o acesso no fim da temporada. Esses problemas ficam evidentes antes mesmo de ter os confrontos diretos contra times do G4 como Bahia, Cruzeiro e Grêmio.

A entrada de Andrey Santos deu mais dinâmica ao meio de campo, mas a cria da base é muito jovem e pode oscilar. As transições ofensivas necessitam de mais agilidade para a bola chegar em condições na frente para Raniel finalizar e os pontas trabalharem a bola por dentro ou em profundidade.

ESPAÇOS NA RECOMPOSIÇÃO E POUCA EVOLUÇÃO EM CAMPO

Por fim, a recomposição dos pontas tem deixado a desejar, ficando um espaço, que foi bem trabalhado pelo Tombense no domingo. Em uma competição de intensidade e ímpeto físico, deixar brechas e ser frágil nesse aspecto pode gerar problemas e permitir que a defesa fique exposta.

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O time foi eliminado precocemente da Copa do Brasil para a Juazeirense, nos pênaltis. No Carioca, não venceu um clássico sequer e ainda não teve uma grande atuação. Diante deste cenário, Zé Ricardo necessita fazer o time engrenar para ter mais "tranquilidade" para trabalhar e não deixar o ambiente insustentável a caminho de uma possível demissão.

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