Presidentes de Fla, Flu, Botafogo e Vasco discutem em audiência pública, e Maracanã segue com futuro indefinido

O clima ficou pesado na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (27), para discutir os rumos do Maracanã. Isso porque houve um bate-boca entre os presidentes de Botafogo, Vasco, Flamengo e Fluminense.

Mandatário do Rubro-Negro, Eduardo Bandeira de Melo havia chegado mais cedo ao lado de Pedro Abad, presidente do Fluminense. A reunião já estava em curso quando Eurico Miranda e Carlos Eduardo Pereira, respectivos presidentes de Vasco e Botafogo, chegaram para o debate.

O clima de cordialidade se encerrou tão logo Eurico Miranda adentrou na sala. Enquanto cumprimentava, um a um, os parlamentares presentes, Eduardo Bandeira de Mello não conseguiu completar o seu raciocínio enquanto falava e questionou Eurico: “quer falar antes de mim?”, perguntou Bandeira.

Pedro Abad Presidente Fluminense e Eduardo Bandeira de Melo Presidente Flamengo 02 03 17

Pedro Abad e Eduardo Bandeira de Melo (Foto: Divulgação)

Foi o primeiro episódio de alguns, que terminaram por não definir em nada o futuro do Maracanã. Quando pediu a palavra Eurico Miranda se mostrou contrário à concessão do estádio ao Flamengo: “O que não pode é ter condições de permitir a mutreta, a sacanagem que aconteceu esse tempo todo. Gestão é outra coisa. Não pode ser um clube gerindo o Maracanã. Não tem condições. O Maracanã não pode ser dado a um clube. Os quatro clubes têm que ter tratamento isonômico”, disse.

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Eurico Miranda criticou o Flamengo (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Quando Carlos Eduardo Pereira tomou a palavra, aproveitou para criticar o Flamengo: “A minha sugestão é que a gente desarme os espíritos e discuta algo justa. O Maracanã deve ser de todos, assim como é o Nilton Santos. Só o Flamengo não pode jogar lá pois é um clube que não tem ética e trata os temas com modos inadequados”, afirmou, antes de ser interrompido pelo mandatário rubro-negro: “Que negócio é esse? Ética é obrigação no Flamengo”.

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Carlos Eduardo voltou a alfinetar o Fla (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

“Tivemos uma reunião na Ferj sobre a final da Taça Rio”, explicou Carlos Eduardo Pereira. “Ficou decidido que o Maracanã seria neutro. Chegando lá, o estádio estava iluminado com as cores do Flamengo. Fizeram um crachá rubro-negro para a gente usar. Isso não existe. Não compactuamos. Temos muitos problemas com o Flamengo”.

Resultado: futuro do Maracanã não tem prazo para ser definido

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(Foto: Getty Images)

Depois de todo o clima de discórdia, o Estado do Rio de Janeiro disse que ainda não há um prazo para resolver a situação do seu principal estádio. O Maracanã enfrenta vários problemas envolvendo a sua concessão desde o início do ano, e chegou a ficar abandonado. A Odebrecht, que ganhou a licitação em 2013, não deseja mais administrar o local e acertou o repasse da concessão para a Lagardère. No entanto, o governo do estado ainda estuda se vai fazer uma nova licitação.