Presidente sérvio denuncia 'perseguição política' contra Djokovic, que foi "crucificado", segundo seu pai

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Nesta foto tirada em 6 de outubro de 2021, o presidente sérvio Aleksandar Vucic discursa em uma coletiva de imprensa no final da cúpula UE-Balcãs Ocidentais no Centro de Congressos Brdo, perto de Ljubljana (AFP/Jure Makovec)
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    Tenista sérvio

O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, denunciou nesta quinta-feira (6) "uma perseguição política" do tenista Novak Djokovic, cujo visto foi cancelado pelas autoridades australianas.

"O que não é jogo limpo é a perseguição política (contra Djokovic), da qual participam todos, incluindo o primeiro-ministro da Austrália, fingindo que as regras são válidas para todos", disse Vucic à imprensa.

O presidente sérvio destacou que vários jogadores foram autorizados a entrar na Austrália nas mesmas condições, ao contrário do que aconteceu com o tenista sérvio. O número 1 do mundo permanece retido em um hotel, à espera da resolução judicial de seu caso.

As autoridades sérvias estão fazendo "todo possível" para ajudar Djokovic. Belgrado disse ter entrado duas vezes em contato com o embaixador australiano na Sérvia e que a primeira-ministra, Ana Brnabic, vai falar com uma autoridade de alto escalão do governo australiano.

- Hotel "infame" -

Belgrado vai pedir às autoridades australianas que permitam a Djokovic ficar na casa que havia alugado para o Aberto da Austrália, e não no hotel onde se encontra atualmente. Vucic chamou a instalação de "infame".

"Acho que esse tipo de fúria política sobre Novak vai continuar para que eles possam provar algo. Quando você não pode vencer alguém, então você se dedica a esse tipo de coisa", acrescentou.

A Austrália cancelou nesta quinta-feira o visto de Djokovic, que chegou ao aeroporto de Melbourne sem os documentos necessários para entrar no país, informou a alfândega australiana.

O tenista número 1 do mundo, que não esconde seu ceticismo em relação às vacinas, anunciou a obtenção de uma liberação médica para poder viajar para a Austrália, onde será disputado no país, de 17 a 30 de janeiro, o torneio no qual Djokovic já foi nove vezes campeão.

O Ministério das Relações Exteriores da Sérvia disse em um comunicado divulgado nesta quinta-feira que havia feito um "protesto oral" ao embaixador australiano em Belgrado devido ao "tratamento inadequado" de Djokovic.

"Ele não é um criminoso, terrorista ou imigrante ilegal, mas foi tratado desta forma pelas autoridades australianas, o que causou a indignação de seus fãs e cidadãos da Sérvia", disse o comunicado.

- Manifestação em Belgrado -

Em Belgrado, algumas centenas de pessoas se reuniram, atendendo ao pedido do pai de Novak, Srdjan Djokovic, que pediu aos manifestantes "apoio" para seu filho "sem violência".

Muitos manifestantes carregavam bandeiras sérvias e também faixas.

"Eles têm medo do melhor. Pare o coronafascismo", se lia em uma delas.

"Ele cumpriu todas as condições necessárias para sua entrada e participação no torneio, que com certeza teria vencido. Por ser Novak, o melhor tenista e atleta do mundo", havia declarado o pai em entrevista coletiva.

"Jesus foi crucificado e submetido a muitas coisas, mas ele (seu filho) resistiu e ainda está entre nós. Novak também foi crucificado da mesma forma, o melhor atleta e homem do mundo. Ele vai resistir", avaliou o pai de Djokovic.

Os habitantes da capital tinham opiniões diferentes sobre a viagem de Novak Djokovic.

"Eles (os australianos) não permitem a entrada de pessoas de outro continente que tenham lama nos sapatos e muito menos quem não foi vacinado. Não sei o que ele (Novak Djokovic) esperava", disse à AFP Mihailo Kljajic, de 29 anos, que trabalha com segurança.

Mas outros ficaram escandalizados: "É caótico, louco e de mau gosto", lamentou Branka Vuksanovic, uma aposentada.

mat/dr/tt/aam

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