Presidente do Pumas comenta sobre rescisão com Daniel Alves após prisão

Defesa busca indícios para que versão de sexo consensual seja provada (Foto: CLAUDIO CRUZ / AFP)


Leopoldo Silva, presidente do Pumas, comentou caso do brasileiro Daniel Alves e explicou os motivos que levaram o clube mexicano a rescindir por justa causa o contrato do jogador, que teve a prisão provisória decretada na Espanha, na última sexta, acusado de agressão sexual.

O dirigente, que é ligado à Universidade Nacional Autônoma do México, disse ao site "MedioTiempo", que o clube não pode tolerar esses tipos de casos. Leopoldo garantiu que o Pumas acompanhará o desenrolar do processo.

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- Não podemos tolerar esse tipo de conduta nem no clube nem na Universidade. Vamos analisar mais adiante, a depender de como se desenvolve o processo - disse.

Daniel Alves foi contrato pelo Pumas no meio do ano de 2022, o seu vinculo com o clube mexicano seria até junho deste ano, mas foi interrompido na última sexta-feira, após a repercussão do caso.

ENTENDA O 'CASO DANIEL ALVES'

ACUSAÇÃO
No dia 31 de dezembro, o jornal espanhol 'ABC' noticiou que o atleta teria abusado de uma mulher em uma boate de Barcelona. O caso ocorreu na sexta-feira anterior, dia 30. O jogador foi acusado de assédio sexual, que segundo a vitima teria sido tocada por Daniel Alves sem permissão.

A mulher também alegou que Daniel Alves colocou as mãos por dentro da roupa dela. A mesma também teria ficado nervosa com a situação, e chamou a polícia, que chegou momentos após a saída do jogador do local. Seguranças e amigos da mulher também teriam presenciado o ocorrido.

DETIDO PELA POLÍCIA
Na última sexta-feira, o jogador foi detido pela polícia espanhola após prestar depoimento em uma delegacia de Barcelona por conta das acusações. Daniel Alves foi levado pela polícia para a Cidade da Justiça, na Catalunha, logo em seguida. O Ministério Público do país, então, pediu a prisão do atleta de 39 anos.

O brasileiro segue preso no Centro Penitenciário Brians 1, em Barcelona, na Espanha.