Presidente do Cruzeiro se reuniu com torcedores ricos em busca de ajuda financeira

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Conseguir dinheiro para o Cruzeiro é o maior desafio neste começo de mandato do presidente Sérgio Santos Rodrigues (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Conseguir dinheiro para o Cruzeiro é o maior desafio neste começo de mandato do presidente Sérgio Santos Rodrigues (Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Quando decidiu concorrer ao cargo de presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues estava ciente que a falta de dinheiro seria o grande desafio neste primeiro mandato, até mais do que conduzir o clube de volta para a Série A do Campeonato Brasileiro. Tanto que antes mesmo de tomar posse do cargo, o que aconteceu nessa segunda-feira (1), o mandatário teve de resolver algumas pendências, como pagar salários atrasados e quitar uma das dívidas da Raposa com clubes estrangeiros, para evitar a perda de mais pontos na Série B. E a busca por novos recursos continua.

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Se para quitar quase R$ 3,9 milhões com o Zorya, da Ucrânia, pela compra do atacante Willian, o Cruzeiro contou com a ajuda do conselheiro Pedro Lourenço, que além de mecenas celeste é também o patrocinador máster do clube, o desejo é que outros torcedores ricos façam o mesmo e ajudem a Raposa neste momento de reconstrução. Para isso, Sérgio Santos Rodrigues já se reuniu com alguns cruzeirenses que são capazes de dar suporte financeiro, através de empréstimos.

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Os encontros foram com torcedores que não têm ligação nenhuma com a condução do futebol profissional. A ideia é apresentar a nova gestão e tentar recuperar a credibilidade perdida pela Raposa nos últimos meses, depois da péssima gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá. Como está difícil conseguir dinheiro com os bancos, a solução tem sido pedir empréstimos para esses cruzeirenses mais ricos.

Somente no ano passado o Cruzeiro teve um déficit de R$ 394 milhões, como revelado no balanço financeiro do clube. O acumulado da década é de quase R$ 700 milhões. Com as cotas de televisão adiantadas e rebaixado à Série B, a Raposa viu seu orçamentou sair de mais de R$ 300 milhões, em 2019, para cerca de R$ 80 milhões, em 2020. Um cenário bastante caótico, que ficou ainda pior com a paralização do futebol causada pela pandemia do novo coronavírus.

Para ter condições de fechar o ano relativamente em dia, pelo menos com salários de jogadores e funcionários, além do pagamento de outras dívidas emergenciais, o Cruzeiro terá de conseguir recursos novos. Além dos empréstimos, será necessário negociar jogadores. O clube também espera melhorar a relação com a torcida e, assim, conseguir novas receitas. Uma equipe especializada em marketing e tecnologia foi montada por Sérgio Rodrigues.

Veja mais sobre futebol mineiro no Blog de Victor Martins

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