‘O futuro ficou mais incerto’, diz presidente da Stone sobre demissões

Stone mandou embora 20% dos seus funcionários nesta terça-feira 12) (Foto: Divulgação)
Stone mandou embora 20% dos seus funcionários nesta terça-feira 12) (Foto: Divulgação)

Por Matheus Mans

A Stone, startup de pagamentos para pequenos e médios negócios, anunciou a demissão de 1,3 mil funcionários nesta terça-feira (12) por conta da crise causada pela pandemia do coronavírus. Com isso, a empresa, com oferta de ações na bolsa de Nova York e valor de mercado de US$ 7,52 bilhões, faz um corte de 20% em seu time de 6,5 mil colaboradores. 

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“O coronavírus não estava nos nossos planos”, disse o presidente da fintech, Augusto Lins, em entrevista exclusiva ao Yahoo! Finanças. “Os impactos da pandemia nos obrigou a rever a operação. Nossa demanda mudou e o futuro ficou mais incerto do que a gente pensava. Tivemos que tomar essa decisão difícil para manter nosso propósito de ajudar os clientes”.

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Segundo a empresa, os funcionários desligados — que foram avisados por meio de lives — não ficarão desamparados no momento. O plano de saúde será mantido por quatro meses, assim como o apoio para alimentação. Por fim, a maior parte dos funcionários ficará com os computadores e celulares corporativos para encontrar uma rápida recolocação profissional.

Há pouco menos de um mês, a empresa seguia contratando na área de tecnologia, com 10 vagas abertas. Agora, porém, integra uma forte onda demissões em todo o setor.

Movimentação

Lins conta que a Stone se movimentou proativamente no início da pandemia. No final de março, a fintech lançou um pacote de incentivos financeiros para seus clientes, no total de R$ 30 milhões. Depois, ainda abriu uma linha de microcrédito no total de R$ 100 milhões, visando setores mais afetados e, assim, evitando que seus clientes parassem.

Trouxe, também, algumas soluções digitais para colocar pequenos e médios negócios no mundo online. Ajudaram a implementar a cultura de delivery e take away, além de criar uma vitrine online para que pequenos comércios abrissem os seus e-commerces em questão de 20 minutos. Além disso, criou ações para que as pessoas valorizassem negócios locais. 

No entanto, o impacto acabou chegando. “Começamos a observar uma redução maior de vendas e um cenário cada vez menos claro”, continua Augusto, falando sobre as demissões. “É uma medida dura, mas vai nos dar robustez para mantermos o nosso serviço funcionando. Vai, de alguma maneira, ajudar a transformar a realidade de nossos clientes”.

Para o futuro, Lins afirma que a empresa via diversificar ainda mais sua carteira de produtos para os clientes. “Passo 40% do meu tempo, todo dia, conversando com os clientes, entendendo o que eles querem”, afirma o executivo. “É importante manter esse contato, essa conversa. É um período de incertezas e precisamos ficar juntos para sair dessa”.

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