Presidente da Fifa pede que cada país do mundo tenha estádio batizado em memória de Pelé

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, comparece ao velório de Pelé na Vila Belmiro

Por Eduardo Simões

SANTOS (Reuters) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta segunda-feira que irá pedir a todos os países do mundo que tenham pelo menos um estádio batizado em memória de Pelé, ao chegar à Vila Belmiro para o velório do maior jogador de futebol de todos os tempos, que morreu na semana passada aos 82 anos.

"Vamos homenagear o rei e pedimos para que o mundo inteiro respeite um minuto de silêncio. Vamos pedir para que todos os países do mundo tenham pelo menos um estádio com o nome do Pelé para que as crianças saibam a importância dele", disse Infantino a jornalistas ao chegar ao velório ao lado dos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Domínguez.

"Acho que é muito importante guardar a memória de Pelé e que as gerações, os jovens, as crianças, daqui a 20, 100 anos, possam se recordar dessa incrível pessoa... Ele nos deu uma grande emoção e temos que recordar disso. É uma emoção eterna", acrescentou.

A Vila Belmiro, estádio onde Pelé encantou multidões com seu futebol inigualável, recebe o maior jogador de futebol da história pela última vez nesta segunda-feira para seu funeral. O corpo de Pelé está sendo velado no centro do gramado do Estádio Urbano Caldeira, que o camisa 10 tornou mundialmente famoso desde que chegou ao Santos Futebol Clube em 1956.

Milhares de torcedores com camisas do Santos e da seleção brasileira faziam longas filas para se despedir de Pelé no gramado da Vila Belmiro. Autoridades do esporte e da política também prestigiaram o velório do único jogador a conquistar três vezes a Copa do Mundo (1958, 1962 e 1970).

Infantino lembrou da primeira vez que ouviu falar de Pelé, quando era um menino de 11 anos e foi ao cinema com seu pai assistir a um filme do rei com Sylvester Stallone, "Fuga para a Vitória", de 1981.

"Na Itália, há um episódio, uma recordação, da minha infância quando eu tinha 11 anos, meu pai foi comigo ao cinema --foi a única vez que meu pai foi comigo ao cinema--, para ver "Fuga Pela Vitória", o filme do Pelé com Stallone, e meu pai me explicou quem era esse jogador e disse: 'olha, esse é o Pelé'", contou.

"E naquela época, 1981, 1982, não havia muitas imagens dos gols de Pelé e essa foi a forma do meu pai de me mostrar quem era esse grande jogador. E trinta e vários anos depois, eu mesmo sentado ao lado do Pelé, foi uma emoção muito grande", acrescentou.