Presidente da CBF sobe o tom em reunião com clubes e defende continuidade do futebol no país

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O presidente da CBF, Rogério Caboclo, se mostrou irredutível em relação ao desejo da bola continuar a rolar mesmo com a escalada da pandemia de Covid-19. No trecho da videoconferência com dirigentes de clubes da Série A e B, realizada no dia 10 de março e divulgada nesta terça-feira pelo jornalista Venê Casagrande, de "O Dia", Caboclo subiu o tom e citou a Rede Globo e os patrocinadores sobre as consequências da paralisação.

- Eu não abrirei mão a não ser sob doutorado dos senhores de deixar de jogar as competições nacionais e retirar nas internacionais e incorporará as Estaduais... Então, por gentileza, vamos pensar agora: nós podemos parar o futebol? A Rede Globo não quer. Ninguém quer, seus patrocinadores não querem. E se parar sabe quando nós temos a segurança de dizer que a gente pode voltar? Nunca. - disse o mandatário da CBF e, em seguida, se mostrou incisivo:

- No dia que o Governador do Mauricio disser que pode. No dia que o Prefeito de São Nunca disser que pode... Eu não vou estar à mercê de nenhum deles. Eu vou... (Rodolfo) Landim, (Maurício) Galiotte, todos os presidentes.. Eu vou mandar no futebol brasileiro e vou determinar que vai ter competição e que vocês estão f... se não tiver (competições) - completou.

No trecho da sala de conversa, aparecem os seguintes mandatários: Rodolfo Landim, do Flamengo, Guilherme Bellintani, do Bahia, Walter Dal Zotto, do Juventude, Nilton Pinheiro, do Brasil de Pelotas, Maurício Galiotte, do Palmeiras, Sergio Coelho, do Atlético-MG, Jorge Salgado, do Vasco e Duilio Monteiro, do Corinthians. Outros presidentes estão na reunião virtual, mas não têm suas respectivas fotos à vista.

A "Folha de São Paulo" procurou a Rede Globo, mas a emissora ainda não trouxe seu posicionamento.

Mandatário do Palmeiras, Mauricio Galiotte pediu um aparte e sugeriu que o tema fosse debatido em outro momento.

- Porque acho que a discussão é um pouco mais ampla, mas vou encerrar aqui a minha colocação - afirmou o dirigente.

A atitude de Rogério Caboclo foi elogiada pelo presidente do Avaí, Francisco Battistotti, que criticou a conduta dos poderes públicos de Santa Catarina.

- Sentimos na carne a influência política determinando que seja cancelado o futebol catarinense. Um dia fecham a cidade. Outro dia por interferência por outros prefeitos fecham a outra - afirmou.

O presidente da CBF reafirmou logo em seguida.

- A gente está muito junto. Eu tenho 1.700 ligações. A gente tá muito junto. Fiquem com Deus. E vamos encerrar toda essa ligação - disse.

Após uma intervenção do presidente do Brasil de Pelotas, Nilton Pinheiro, Caboclo voltou a perguntar.

- Algum presidente aqui presente é contra a continuidade?

Depois de um silêncio na sala de conversa, Caboclo finalizou o encontro.

Horas depois de, na última segunda-feira, dizer que acataria a decisão de paralisar o Campeonato Paulista até o dia 30, a Federação Paulista de Futebol (FPF) conseguiu fazer com que os duelos entre Corinthians e Mirassol e São Bento e Palmeiras "migrassem" para o Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.