Presidente do Cruzeiro reclama de arbitragem e diz que não adianta madar ofício à CBF

Valinor Conteúdo
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O empate por 3 a 3 do Cruzeiro com o Guarani foi um jogo equilibrado, mas para a Raposa, o resultado poderia ter sido outro se não houvesse interferência da arbitragem.

A principal reclamação foi a expulsão de Willian Pottker, aos 11 minutos do segundo tempo. O árbitro do jogo, Pathrice Wallace Corrêa Maia, entendeu que o jogador da Raposa acertou de forma proposital com o cotovelo Bidu, do Bugre. Porém, as imagens da TV mostraram que não houve contato e a jogada aconteceu perto do bandeira e do quarto árbitro, que se omitiram no auxílio ao apitador para esclarecer o lance.

O presidente do clube azul, Sérgio Santos Rodrigues, em entrevista para o canal oficial do clube mostrou indignação e disse que é inadmissível o que o árbitro fez.

- A gente sempre reflete muito antes de falar sobre essas coisas, analisa o que a reportagem tem falado, o que a emissora que transmitiu o jogo, o que todo mundo manda para a gente e, revendo os lances, não pode acontecer o que aconteceu com o Cruzeiro no Mineirão. Eu sou advogado, fui membro do tribunal de justiça desportiva, portanto não vou entrar em mérito, porque eu sei que se falar demais, o tribunal me pune, então vou ficar calado. Agora, eu espero que a arbitragem que fez o que fez aqui, sofra uma punição pela CBF, porque a gente vê toda rodada, ainda mais aqui, que não tem VAR, mas até em jogos da Série A, com VAR, no outro dia o clube vai lá, reclama, mas nada muda-disse. Em seguida falou do nível da arbitragem.

-As reclamações acontecem, todo mundo mostra o que está acontecendo, o péssimo nível de arbitragem de uma forma geral, mas as mudanças não ocorrem. Nosso protesto é para isso- comentou.

O mandatário da Raposa afirmou também que enviar ofício à CBF não resolve, pois os erros foram claros e os responsáveis pela arbitragem tem de ver os lances do jogo.

- Não adianta eu falar que vou pegar um avião, ir na CBF entregar ofício. Todo mundo da CBF viu o jogo. A detentora dos direitos de transmissão já falou de forma clara como que não poderia ter ocorrido a expulsão do nosso atacante, que já tinha feito um gol. No próprio intervalo, teve uma confusão por falta de domínio do que aconteceu. O Cacá foi praticamente agredido, e nada foi feito. O jogador saiu provocando os jogadores do Cruzeiro, mas nada foi feito. Depois, obviamente, o lance capital. Portanto, nosso protesto público-completou.

O Cruzeiro só volta a campo no dia 20 de novembro, no Mineirão, contra o Figueirense, às 21h30 (de Brasília), pela 22ª rodada da Série B. A Raposa tenta subir na tabela, onde ocupa o 15º lugar, com 24 pontos.