Presidente do Botafogo lamenta decisão e cobra respostas: "Assassinos do dia 12 poderão ir ao jogo"

O Fla-Flu que será disputado neste final de semana se tornou uma novela fora dos gramados, principalmente envolvendo a questão do público que poderá comparecer ao jogo. Para o clássico, a obrigatoriedade de torcida única foi suspensa pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Gilberto Clovis Farias Matos, nesta sexta-feira (3), o que deixou o Botafogo insatisfeito.

Como administrador do Nilton Santos, estádio em que a partida será realizada, o Alvinegro foi contra a presença das duas torcidas desde o início, pensando principalmente na segurança dos torcedores e também considerando as atuais circuntâncias.

Renan Fonseca Diego Ribas Botafogo Flamengo Carioca 12022017

 Gilvan de Souza/CR Flamengo/Divulgação

O presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, disse que irá acatar a decisão judicial, no entanto, citou o caso do torcedor morto no clássico contra o Flamengo, no dia 12 de fevereiro, para justificar a sua opinião e cobrar respostas.

"É uma decisão judicial, não há o que fazer. Só acho que antes de a Justiça tomar esse tipo de decisão, ela tinha que dar uma resposta à sociedade. Ninguém falou sobre os assassinos do dia 12 de fevereiro",  explicou o presidente alvinegro ao GloboEsporte.com. 

"O torcedor do Botafogo foi assassinado com um espeto de churrasco, ninguém foi preso, ninguém está respondendo a nada. E as pessoas estão tratando isso como uma coisa menor, sem importância. Para nós, não é. Os mesmos assassinos do dia 12 poderão ir ao jogo no domingo. A responsabilidade passa a ser do desembargador que liberou", acrescentou.