Durante campanha de 2018, Bolsonaro prometeu que não seria maior que nenhum ministro

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A saída de Nelson Teich do ministério da Saúde com apenas 28 dias no cargo “ressuscitou” um vídeo da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, em que o então candidato prometia “não ser maior” do que ministros.

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A fala de dois anos atrás viralizou nas redes sociais como uma promessa não cumprida de Bolsonaro, pois três ministros deixaram o cargo no último mês por divergências com o presidente.

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Luiz Henrique Mandetta, antecessor de Teich, discordou do posicionamento de Bolsonaro contra medidas de isolamento social para evitar a propagação do coronavírus. O segundo ministro da Saúde deixou o posto por ser contrário ao uso da cloroquina, substância defendida pelo presidente, em pacientes com sintomas leves da Covid-19.

Além da Saúde, a pasta da Justiça e Segurança Pública perdeu o ministro Sergio Moro. Ele saiu do governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na escolha da chefia da Polícia Federal. O caso está no STF (Supremo Tribunal Federal), após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

“Nenhum presidente é maior do que o seu ministério. O segredo para bem administrar o Brasil é você botar as pessoas certas nos ministérios certos. O que vem sendo feito ao longo dos últimos anos? O presidente indica os seus ministros de acordo com interesses político-partidários. Tem tudo para não dar certo. Qual é a nossa proposta? É indicar as pessoas certas para os ministérios certos”, prometeu Bolsonaro em 2018.

Na campanha, o então candidato ainda disse que não integraria o chamado “Centrão”, bloco de partidos que inclui DEM, PL, PRB, PTB, PSD, Republicanos, Solidariedade e Progressistas (antigo PPB e depois PP), pelo qual Bolsonaro se elegeu deputado federal por três mandatos.

Nas últimas semanas, Bolsonaro tem se reunido com representantes do “Centrão”, interessado em ocupar ministérios desfalcados em troca de apoio no Congresso. Ter maioria na Câmara e no Senado facilitaria a aprovação de projetos do Planalto e impediria a votação de um processo de impeachment (mais de 30 foram protocolados contra o presidente).

“Por isso, nós não integramos o Centrão tampouco estamos na esquerda de sempre. Vamos escalar as pessoas certas, porque assim você poderá, de verdade, ter saúde, educação e segurança”, finalizou Bolsonaro no vídeo de 2018.

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