Presidente do Bahia lembra do Fair Play Financeiro e questiona limite de técnicos: 'Medida bonitinha'

Antonio Mota
·2 minuto de leitura

O Campeonato Brasileiro de 2021 vai contar com uma novidade que não agradou a todos. A maioria dos clubes aprovou, e o Brasileirão terá limite para troca de técnicos. A limitação, porém, não foi bem vista por muito dirigentes, incluindo pelo presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, que votou contra a proposta. Em rede social, o cartola explicou por qual motivo não deu ‘ok’ para a medida.

"O clube começará o Brasileirão com um técnico inscrito e, caso demita este treinador, poderá inscrever apenas mais um técnico. Em caso de segunda demissão, o profissional substituto tem que estar trabalhando no clube há pelo menos seis meses. Em caso de pedido de demissão por parte do treinador, o clube não sofrerá limitação para inscrever um novo técnico", iniciou o cartola – veja aqui os clubes que votaram a favor ou contra a proposta.

O Bahia votou contra a proposta aprovada de limite de técnicos no Campeonato Brasileiro. | Wagner Meier/Getty Images
O Bahia votou contra a proposta aprovada de limite de técnicos no Campeonato Brasileiro. | Wagner Meier/Getty Images

Em seu Twitter, Bellintani assegurou que foi contra a proposta por entender que a pauta sobre o Fair Play Financeiro foi aprovada, mas pouco efetiva em 2021: "Se não haverá punição aos clubes que gastam mais do que arrecadam, se todo mundo pode continuar dando calote, se insistiremos em adiar mudanças realmente estruturantes, não venham controlar quantos treinadores eu devo ou não devo contratar em um campeonato", escreveu.

O mandatário indicou ainda que a limitação dos treinadores é uma ‘medida bonitinha’ para dar um ar de modernidade ao Campeonato Brasileiro. Além disso, o cartola enfatizou que o Fair Play Financeiro seria muito mais transformador: "Para tentar dar um ar de modernidade ao Campeonato deste ano, à margem da real transformação que seria o Fair Play Financeiro, propõe-se uma medida aparentemente bonitinha, mas pouco transformadora: a limitação de contratação de treinadores"

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

"O intervencionismo só faz sentido se for sistêmico. Sendo pontual, para dar falsa impressão de modernidade, com o respeito que tenho a todos, não contarão com meu carimbo. A velha máxima de ‘vamos mudar alguma coisa para permanecer tudo como está’ não terá o meu apoio", completou.

Quer saber como se prevenir do coronavírus? #FiqueEmCasa e clique ​aqui.

Com informações do UOL Esporte.