Presença de familiares da seleção na Rússia causa estresse

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<em>Neymar aproveita folga para jantar com familiares e parceiros (Instagram/Divulgação)</em>
Neymar aproveita folga para jantar com familiares e parceiros (Instagram/Divulgação)

A ideia de permitir que familiares e amigos dos jogadores da seleção brasileira estivessem bem próximos da delegação durante o período da Copa do Mundo na Rússia tem rendido alguma dor de cabeça à comissão técnica. E por diversos motivos.

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A começar pelo fato de vários atletas contarem com muito mais convidados do que o técnico Tite e o coordenador de seleções, Edu Gaspar, poderiam imaginar. Neymar, por exemplo, está acompanhado por mais de 20 pessoas, entre eles seus pais, o meio-irmão e parceiros antigos e novos, como o ex-lateral-direito Gabriel.

Vale lembrar que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reservou parte de um prédio para os convidados dos atletas nas proximidades do resort que abriga a seleção na cidade de Sochi, no sul da Rússia. A aglomeração, na avaliação de pessoas da comissão técnica, tem causado dispersão e dificultado o trabalho do dia a dia.

Não foram raras as cenas de treinos que terminaram com filhos dos atletas em campo, batendo bola e brincando. Até uma atividade fechada para a imprensa acabou sendo desvendada porque um amigo de Gabriel Jesus postou imagens do time titular em uma rede social.

Mas o maior problema ocorreu no dia da estreia brasileira no Mundial. Tudo porque alguns ônibus e vans que levariam familiares dos jogadores ao estádio em Rostov se atrasaram. A consequência: a minutos do início do jogo com a Suíça, esposas ligavam para atletas de Tite reclamando que talvez não chegassem a tempo.

Outro lado: Edu Gaspar entrou em contato com o Blog no fim da manhã desta quarta-feira para garantir que não vê qualquer prejuízo com a presença dos familiares. “Pelo contrário. Só tenho recebido elogios de todos os lados. Está muito claro que essa proximidade só fortalece o grupo de atletas, porque eles têm as pessoas que mais gostam muito próximas”, assegurou.

Radicalmente diferente: A decisão de Tite de permitir que as famílias se hospedassem muito próximas do elenco contrasta com a política adotada nas duas últimas Copas do Mundo. Em 2010, por exemplo, Dunga desaconselhou os atletas a levarem seus entes para a África do Sul. No Mundial passado, em território brasileiro, só eram permitidos contatos entre jogadores e familiares nas folgas.

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