Prefeitura de São Paulo vai instalar pias para moradores em situação de rua

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Pias serão instaladas no centro da capital paulista, onde há maior concentração de pessoas na rua (Foto: AP Photo/Nelson Antoine)
Pias serão instaladas no centro da capital paulista, onde há maior concentração de pessoas na rua (Foto: AP Photo/Nelson Antoine)

A Prefeitura de São Paulo anunciou uma série de medidas para melhorar a condição de moradores em situação de rua na cidade. Uma delas é a instalação de pias no centro da cidade, onde está a maior parte dessas pessoas.

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A rede de acolhimento será ampliada: serão cinco novos centros emergenciais. Segundo a prefeitura, o número de vagas passará dos 17 mil. Também serão criados abrigos emergenciais exclusivos para pessoas com suspeita de COVID-19. Na Vila Mariana, haverá um espaço para quem já foi diagnosticado e precisa de isolamento.

Atualmente, sendo a Prefeitura da capital paulista, há 24 mil pessoas em situação de rua na cidade.

A abordagem foi intensificada e as Unidades Básicas de Saúde foram capacitadas para atender essas pessoas. Se um caso suspeito foi identificado, será feita uma pesquisa de onde a pessoa dorme e circula para identificar possíveis novos suspeitos. A pessoa deverá ser encaminhada para uma unidade de saúde e, se for grave, o SAMU deve ser acionado.

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Para Darlene Terzi, presidente do Conselho Municipal da Assistência Social de São Paulo, aprova as medidas da prefeitura, mas diz que está preocupada com as pessoas que trabalham na abordagem de moradores em situação de rua e nos centros de acolhida. “Não existe material de segurança, eles não conseguem se proteger”, afirma.

Darlene ainda ressalta a questão do transporte. O centro para casos positivos de COVID-19 fica na Vila Mariana e os responsáveis por levar as pessoas até lá seriam das equipes de abordagem. Mas, para a presidente do COMAS, eles não têm treinamento para isso.

Outro ponto levantado por Darlene é o da Cracolândia. “Ali tem a questão do adoecimento, muitos têm problema de saúde. Não tenho visto ações, nada específico para essa população”, pondera.

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Apesar de ver as ações da prefeitura como positivas, a presidente do COMAS acha tudo muito novo e incipiente. “As coisas estão demorando muito para acontecer, estão muito confusas e atropeladas e isso é um risco grande para gente.”

A falta de pessoas transitando pela cidade e o comércio fechado prejudica ainda mais a vida de quem vive em rua. “A maioria deles vive como catador de reciclável e vários restaurantes fornecem marmitex ao final do expediente”, relata. Sem essa ajuda, eles tendem a ficar ainda mais vulneráveis.

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