Prefeitura do Rio encerra projeto de construção de autódromo de F1

·2 minuto de leitura
A prefeitura do Rio de Janeiro não vai mais tentar trazer para a cidade o Grande Prêmio do Brasil de F1, que acontece atualmente no autódromo de Interlagos, em São Paulo

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou nesta segunda feira que desistiu da construção de um polêmico autódromo para substituir o circuito de F1 de Interlagos, em São Paulo, e que planeja inaugurar uma unidade de preservação ambiental naquela área.

A criação na Floresta do Camboatá, na zona oeste do Rio, de um novo circuito para o Grande Prêmio do Brasil, havia sido adiada inicialmente em função de laudos ecológicos negativos e da pandemia do coronavírus. Em novembro passado, estendeu a F1 ou contrato com Interlagos até 2025.

Já a administração do novo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que assumiu no dia 1º de janeiro, praticamente o enterrou.

Na última sexta-feira, a Prefeitura pediu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) "ofício que pede o arquivamento do processo, do qual é titular, de licenciamento da construção do Autódromo Internacional do Rio, na Floresta do Camboatá, na Zona Oeste da capital.

"Precisamos falar em recuperar espaços verdes, e não destruí-los", acrescenta.

"Como o processo foi conduzido pela Prefeitura, estamos dizendo formalmente que ele não terá prosseguimento", disse um funcionário da Prefeitura à AFP.

A Floresta do Camboatá, de 160 hectares, "abriga 146 espécies da flora, das quais 14 estão ameaçadas, além de 150 de pássaros e 19 de mamíferos", elencou no documento o secretário de Meio Ambiente da prefeitura, Eduardo Cavaliere.

A construção de um circuito de F1 no Rio era apoiada pelo prefeito anterior, Marcelo Crivella, e pelo presidente Jair Bolsonaro.

A empresa Rio Motorpark havia vencido a licitação para a construção do autódromo em maio de 2019. Bolsonaro garantiu naquele mesmo mês que as obras durariam "de seis a sete meses" e que seriam inauguradas com o GP de 2020.

A renovação do contrato com Interlagos foi anunciada em novembro pelo governador de São Paulo, João Doria, adversário político do Bolsonaro.

A pista paulistana recebe os GPs ininterruptamente desde 1990, com exceção de 2020, que foi suspenso devido à pandemia.

Anteriormente, foi realizada no Rio em 1979 e entre 1981 e 1989, antes de voltar a Interlagos, que sediou suas primeiras corridas a partir de 1972.

js/jm/gma/aam