Me sinto traído, diz prefeito de cidade com menos de 5.000 habitantes que apoiou Bolsonaro

Serra da Saudade é o município menos populoso do país (Foto: Divulgação/Prefeitura Serra da Saudade)
Serra da Saudade é o município menos populoso do país (Foto: Divulgação/Prefeitura Serra da Saudade)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente propôs que municípios menores deixem de existir

  • Serra da Saudade, em Minas Gerais, tem 781 habitantes

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O prefeito de Serra da Saudade (MG), Alaor José Machado (PP), não está nada feliz com a proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL) de fundir municípios com menos de 5.000 habitantes e baixa arrecadação. Durante as eleições de 2018, ele declarou seu apoio ao capitão reformado – agora, se sente traído.

O município no qual ele é prefeito é o menos populoso do país: de acordo com estimativas deste ano do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são 781 habitantes. A prefeitura discorda, e diz que são 812. De qualquer forma, Serra da Saudade pode passar a fazer parte de Dores do Indaiá, onde moram mais de 13 mil pessoas.

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No segundo turno das eleições presidenciais, 72,6% dos moradores de Serra da Saudade votaram em Bolsonaro. O prefeito, que foi cabo eleitoral de Bolsonaro, expressa seu descontentamento:

"Apoiei o presidente e agora estou me sentindo decepcionado com essa situação. Isso não estava no programa de governo do Bolsonaro, nos debates que ele participou não tinha nada disso, não foi falado isso, então estou me sentindo traído, assim como os eleitores que votaram no presidente Jair Bolsonaro", declarou em entrevista ao UOL.

Alaor José Machado afirma que a medida vai prejudicar os municípios que agregarão os menores. Ele se diz preocupado com as folhas de pagamento dessas prefeituras:

"A folha de pagamento, como vai ficar? No nosso caso, iríamos para Dores do Indaiá, mas a folha não fecha. E os servidores, como vão ficar? São os questionamentos que a gente faz e lamenta."

Ele anuncia, ainda, que pretende contestar a proposta do presidente da República buscar ajuda nas esferas superiores do poder público.

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