Prazo de validade? Questionado, Cristovão tem futuro incerto no Vasco

David Nascimento

Desde que foi anunciado pelo Vasco no dia 29 de novembro de 2016, o técnico Cristovão Borges não é bem aceito pelos torcedores. Este cenário não é exclusivo do comandante no clube - foi visto, por exemplo, também quando dirigiu o Flamengo e o Corinthians. Indicando, assim, um prazo de validade para uma sequência do trabalho. Vaiado constantemente nas arquibancadas, o seu desempenho como treinador cruz-maltino começa a ser questionado e o futuro em São Januário, consequentemente, incerto.

As muitas variações do time do Vasco, sem conseguir deslanchar na temporada, prejudicam o trabalho. Repetições são pouco vistas e postergam a sonhada regularidade. Diante do Vitória, na última quinta-feira, mais uma decepção para quase dez mil torcedores presentes em São Januário fizeram o treinador ser hostilizado da pior forma até agora, com gritos das arquibancadas "Ei, Cristovão, vai tomar no c...", "Cristovão, vai se f..., o nosso Vasco não precisa de você", além de "Õ, ô, ô, fora Cristovão!".

Esta chamada "perseguição" não faz Cristovão Borges temer por uma possível demissão. O presidente Eurico Miranda, publicamente, garante que não demitirá o técnico por ora. Nos últimos dias, inclusive, o mandatário do Vasco pontuou que a maioria dos torcedores não gosta do Cristovão por conta de preconceito por não ter a mesma cor do que ele. Algumas correntes nos bastidores, porém, já se movimentam para uma possível substituição, principalmente dependendo se passará pelo Vitória ou será eliminado da Copa do Brasil quinta-feira que vem.

Cristovão Borges tem a seu favor no Vasco o fato de os reforços terem sido contratados tardiamente pela diretoria - a equipe entrou em férias no fim de novembro do ano passado e a primeira contratação foi confirmada apenas no Natal. Isto atrasou o planejamento. Nove jogadores foram acordados (apenas o volante Bruno Paulista ainda não foi anunciado), e a forma física de quando chegaram a São Januário estava aquém. Luis Fabiano é o único dos já oficializados que ainda não estreou e pode salvar o emprego do treinador dando jeito no time.

No geral, os números de Cristovão Borges nesta segunda passagem pelo Vasco são sete vitórias, um empate e quatro derrotas em 12 jogos. Sem jogar bem, derrotas para o Flamengo e Fluminense, nos clássicos disputados ainda na Taça Guanabara, primeiro turno do Carioca, mancham ainda mais os primeiros três meses de 2017 do Cruz-Maltino. Domingo, na estreia na Taça Rio contra o Macaé, no Nilton Santos, o treinador já entra pressionado e novas atuações abaixo do esperado o abalarão ainda mais no comando. Há pedidos de tempo para o time ficar 100%, mas a paciência da torcida vascaína esgotou.







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